Trading IMF – Riksbank anuncia final de período de taxas negativas

IMF – Riksbank anuncia final de período de taxas negativas

Riksbank contaria tendência e anuncia subidas ainda para este ano; Eur/Usd poderá estar a formar um máximo de ciclo; Queda dos inventários de crude levou o petróleo a registar a melhor semana em um mês; Ouro regista nova semana de volatilidade reduzida.
IMF – Riksbank anuncia final de período de taxas negativas

Riksbank anuncia final de período de cinco anos de taxas negativas

O banco central Sueco manteve a sua taxa de juro de referência nos -0.25%, mas, inesperadamente, anunciou que irá finalizar o período de cinco anos de taxas negativas em dezembro, mesmo com o abrandamento da economia. Apesar de os bancos centrais estarem em modo de flexibilização monetária, devido ao protecionismo comercial, incertezas do Brexit e ao abrandamento da ZE, o Riksbank está pronto em contrariar a tendência. A instituição reconhece o abrandamento, mas afasta a possibilidade de recessão, enfatizando que a política monetária continuará bastante expansionista e que a inflação tem vindo a ficar dentro do esperado.

Tecnicamente, apesar do recente recuo e do sinal de venda verificado no MACD, é possível prever que o viés de alta para o Eur/Sek no médio-prazo continua em cima da mesa. No curto-prazo deveremos ver um ressalto para níveis acima dos 10.80 Seks, sustentado pelos níveis oversold evidenciados pelo RSI. Por outro lado, o tom de compra continua sustentado pela robustez da linha ascendente que deverá continuar a fornecer suporte ao par.


Eur/Usd poderá estar a formar um máximo de ciclo

O destaque da semana anterior vai para a reunião do BCE, tendo esta sido a última de Draghi. Na conferência de imprensa, Draghi manteve a porta aberta a novos estímulos, tendo em conta que a inflação tem vindo a movimentar-se a metade dos valores da meta do BCE de 2%, e adicionou que os benefícios da flexibilização compensaram os riscos até ao momento. Por outro lado, na Alemanha a confiança do consumidor em outubro recuou para mínimos de três anos, mas de acordo com o Instituto IFO a economia irá voltar a crescer no quatro trimestre, à medida que o sentimento empresarial começa a estabilizar.

Tecnicamente, o Eur/Usd ainda não teve robustez suficiente para romper em alta os $1.12 e acabou por recuar a níveis abaixo dos $1.11. Este recuo inseriu a possibilidade de o par estar a fazer máximos de ciclo, podendo continuar a corrigir. No entanto, atenção ao suporte dos $1.1080 (38.2% de retração de fibonacci), porque um ressalto nestes níveis poderá ser uma confirmação adicional do viés de alta.


Queda dos inventários de crude levou o petróleo a registar a melhor semana em um mês

Na última semana, os preços do petróleo registaram o melhor desempenho em mais de um mês. A justificar o movimento está, em grande parte, a subida de quase 4% de quarta-feira, resultante da descida de 1.7 milhões de barris dos inventários de crude norte-americanos, sendo que era esperado um aumento de cerca de 2.2 milhões de barris. Adicionalmente, a expetativa de mais cortes de produção por parte da OPEP e dos seus aliados para contra-atacar a diminuição da procura também suportam a matéria-prima.

Tecnicamente, o crude ressaltou nos $53.6 acabando por quebrar os $55.6 (38.2% de retração de fibonacci). O MACD inverteu o sinal de venda, no entanto, é necessária uma quebra aos $57 para confirmar a tendência de alta para o curto-prazo.


Ouro regista nova semana de volatilidade reduzida

O ouro continua a negociar com volatilidade muito reduzida. O mercado permanece em espera relativamente aos desenvolvimentos sobre a guerra comercial EUA-China e do Brexit. No Reino Unido apesar da legislação do acordo Brexit ter sido aprovada, a calendarização para passar a legislação pela Câmara dos Comuns foi chumbada. Johnson já anunciou eleições antecipadas para dia 12 de dezembro, com o Parlamento a ser dissolvido a 6 de novembro, mas ainda não é certo que consiga o apoio de dois terços dos ministros, visto que tal exigiria o apoio de Jeremy Corbyn, tendo o próprio indicado que primeiro quer ver um Brexit sem acordo fora do baralho.

Tecnicamente, o metal precioso tenta romper em alta o canal descendente, estando a encontrar suporte na zona dos 50% de retração, formando um ligeiro triângulo descendente. Contudo, esta formação impõe uma ligeira possibilidade de o ouro estar vulnerável, mas os indicadores técnicos continuam a dar sinais neutros. Contudo, a recente consolidação do preço indica que uma grande movimentação está para breve.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.


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