Trading IMF – Sonae já subiu 19% desde meados do 3º trimestre

IMF – Sonae já subiu 19% desde meados do 3º trimestre

Sonae registou um lucro de €88 milhões nos primeiros nove meses do ano; Semana de volatilidade ainda mais reduzida do Eur/Usd; Tensões EUA-China e aumento dos inventários de crude pressionaram o petróleo; Ouro consolida devido a poucos fundamentais.
IMF – Sonae já subiu 19% desde meados do 3º trimestre

Sonae apresentou lucro de €88 milhões nos primeiros nove meses do ano

Os títulos da Sonae têm vindo a recuperar dos mínimos alcançados no terceiro trimestre, tendo já subido mais de 15%. A Sonae divulgou os seus resultados. Nos primeiros noves meses do ano, a multinacional apresentou um resultado líquido de €88 milhões, um valor consideravelmente abaixo dos €105 milhões verificados no período homólogo, embora acima dos €85 milhões previstos pelos analistas. Por outro lado, o nível de faturação subiu 10.2% para €4.635 mil milhões. Recentemente a Sonae SGPS fez a aquisição da empresa portuguesa, iServices, mas o valor da operação não foi divulgado.

Tecnicamente, as ações da Sonae estão inseridas num canal ascendente, desde meados do terceiro trimestre deste ano. No entanto, acabou por encontrar alguma resistência nos €0.95/ação, e, sustentado pelo sinal de venda do MACD, perdeu o ímpeto e corrigiu em baixa. Tendo em conta os máximos e mínimos relativos cada vez mais altos, a Sonae deverá ressaltar em breve e continuar a subir, apontando cada vez mais para a resistência dos €1/ação.


Semana de volatilidade ainda mais reduzida do Eur/Usd

Foi uma semana de volatilidade muito reduzida, tendo o Eur/Usd transacionado num intervalo de negociação de $1.0980-$1.1030, sustentada ainda por semana onde houve thanksgiving no Estados Unidos. Mesmo na última quarta-feira um conjunto de dados macroeconómicos dos EUA (PIB, PCE, confiança do consumidor…) não foram capazes de levar o Eur/Usd a comprovar o rompimento dos $1.10. Na Zona Euro a inflação acelerou ligeiramente em novembro para 1%, dos 0.7% registados no mês anterior. No entanto, o par deverá fechar a semana em torno dos $1.10.

Tecnicamente, o par segue com uma perspetiva bearish, podendo estar perante uma formação dead cat bounce. A figura foi confirmada após ter ressaltado em meados de novembro para a retração de 50% de fibonacci. Adicionalmente, o canal descendente sustenta este outlook. No entanto, é necessária a quebra dos $1.10 para comprovar que o par continuará a recuar para novos mínimos entre $1.0880-$1.0950.


Tensões EUA-China e aumento dos inventários de crude pressionaram o petróleo

Após uma semana sem variações significativas, os preços do crude colapsaram mais de 4% na sexta-feira, resultando em perdas semanais para a matéria-prima. As tensões entre os EUA e a China aumentaram, após Donald Trump ter assinado um projeto de lei que apoia os manifestantes em Hong Kong, levando Pequim a ameaçar retaliar. Adicionalmente, os inventários de crude norte-americanos aumentaram, inesperadamente, na semana passada em 1.572 milhões de barris, quando era esperada uma queda de 418 mil barris.

Tecnicamente, o crude falhou o teste aos 61.8% de retração de fibonacci, acabando por corrigir em baixa. Apesar da ligeira tendência bearish, suportada pela inversão do sinal de compra do MACD, a matéria-prima está a testar o suporte dos 38.2% de retração e do limite inferior da cunha ascendente, podendo assim acabar por ressaltar. No curto-prazo, tudo aponta para que o ouro negro continue a subir, à medida que cota dentro da cunha. No entanto, é necessária cautela para uma possível quebra em baixa desta, servindo os 23.6% de retração como suporte.


Ouro consolida devido a poucos fundamentais

Uma semana sem desenvolvimentos relevantes na vertente da guerra comercial, Brexit e emergentes levou o ouro a fechar a semana em consolidação, tendo sido verificada uma volatilidade reduzida, à medida que o metal precioso vai negociando nos 23.6% de retração de fibonacci.

Tecnicamente, o ouro encontrou algum suporte na zona dos 23.6% de retração de fibonacci. As perspetivas no curto-prazo não são muito otimistas, à medida que o metal precioso segue pressionado sobre o canal descendente, embora os indicadores técnicos não deem sinais robustos.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.


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