Trading IMF – Tensões EUA-China impulsionam Eur/Usd

IMF – Tensões EUA-China impulsionam Eur/Usd

Libra encerra em máximos de três semanas face ao euro; Tensões EUA-China levam o Eur/Usd a encerrar a semana em alta; Crude encerra semana em queda; Ouro impulsionado pela diminuição do apetite pelo risco.
IMF – Tensões EUA-China impulsionam Eur/Usd

Libra encerra em máximos de três semanas face ao euro

A libra subiu para máximos superiores a três semanas face ao euro na quinta-feira, sendo impulsionada pelos comentários da chanceler alemã, Angela Merkel. A chanceler recuou face a comentários anteriores que davam a entender que dava um limite de 30 dias para o Reino Unido encontrar uma solução para o "backstop" na fronteira entre as Irlandas. Merkel afirma agora que o Reino Unido poderá ainda ter tempo até ao prazo do Brexit de 31 de outubro para encontrar um compromisso. Contudo, no final da semana o par reverteu parte das perdas após a China ter imposto tarifas a $75mM de bens chineses.

Tecnicamente, o Eur/Gbp negoceia com uma perspetiva bearish, sustentada pela inversão do sinal de compra do MACD. O par quebrou em baixa o suporte psicológico dos £0.91, tendo agora caminho livre para recuar até ao próximo suporte em torno dos £0.8950.


Tensões EUA-China levam o Eur/Usd a encerrar a semana em alta

O Eur/Usd negociou com pouca volatilidade durante a semana (algo que é comum no mês de agosto), tendo consolidado entre os $1.1025 e $1.1115. As minutas da última reunião do BCE mostraram que membros do banco central estão preocupados com o facto de o crescimento económico ser ainda mais fraco do que o pensado anteriormente, e que um pacote de estímulos pode ser a melhor forma de combater a desaceleração. O ritmo de atividade económica da Zona Euro e da Alemanha aumentou, tendo os PMIs Compósitos de ambos saído acima do esperado em agosto (51.8 vs 51.2 e 51.4 vs 50.5 respetivamente).

Na sexta-feira a China revelou que irá impor tarifas a $75mM de bens norte-americanos. Trump já respondeu a este desenvolvimento tendo prometido retaliar com mais tarifas. Estes acontecimentos agravaram ainda mais os receios em torno da guerra comercial que não parece ter fim à vista, pressionando assim o dólar americano. Jerome Powell, presidente da FED, não deu pistas sobre novos cortes de juros, no seu discurso no simpósio de Jackson Hole.

Tecnicamente, o Eur/Usd quebrou em alta o limite superior do intervalo de consolidação entre os $1.1060 e os $1.1115. O par poderá agora testar os $1.1173 (38.2% de retração de fibonacci).


Crude encerra semana em queda

Os preços do petróleo registaram ganhos no início da semana beneficiando das expetativas de mais estímulos económicos provenientes das diversas economias mundiais, que se deparam com uma situação de abrandamento económico. Também a impulsionar estiveram as tensões no Médio Oriente e a descida acima das expetativas dos inventários, com a API a mostrar uma queda de 3.5 milhões de barris, quando o mercado esperava uma descida de 1.9 milhões de baris. Contudo, no final da semana os preços do petróleo acabaram por recuar, tendo renovado mínimos de duas semanas e encerrado a semana em queda. Esta queda foi causada pela imposição de Pequim de tarifas a $75mM de bens norte-americanos, sendo esta uma retaliação face às tarifas de $300mM impostas pelos EUA à China no início do mês.

Tecnicamente, o crude quebrou em baixa o suporte dos $55.6 (38.2% de retração de fibonacci), tendo mesmo recuado até níveis em torno dos $53.6 (23.6% de retração de fibonacci). O ouro negro poderá agora encontrar suporte neste nível, contudo, o MACD está próximo de inverter o sinal de compra, existindo assim também a possibilidade de este quebrar em baixa este nível, tendo como próximo suporte os $50.52.


Ouro impulsionado pela diminuição do apetite pelo risco

O ouro recuou ligeiramente durante grande parte da semana, com o maior apetite pelo risco, em face das expetativas de mais estímulos económicos, retirou alguma atratividade ao metal precioso, levando os investidores para outros mercados. Contudo, na sexta-feira o metal precioso reverteu as perdas semanais, ao valorizar quase 2%. A justificar este movimento está a diminuição do apetite pelo risco, causada pelo escalar das tensões comerciais entre os EUA-China, após as novas tarifas impostas por Pequim aos EUA.

Tecnicamente, o ouro tem estado a lateralizar. Contudo, acabou por subir na sexta-feira, afastando-se significativamente do intervalo em que negociou ao longo do resto da semana. Apesar disto a perspetiva bearish mantém-se, continuando a existir a possibilidade de este voltar a recuar.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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