Trading JPMorgan: Novas subidas nas bolsas terão que ser suportadas por crescimento

JPMorgan: Novas subidas nas bolsas terão que ser suportadas por crescimento

A gestora de ativos do JPMorgan acredita que as bolsas mundiais vão registar um ano positivo, mas a evolução da economia será determinante para perceber se há margem para as ações prolongarem as subidas.
JPMorgan: Novas subidas nas bolsas terão que ser suportadas por crescimento
EPA
Patrícia Abreu 19 de fevereiro de 2019 às 12:42

A gestora de ativos do JPMorgan tem vindo a adotar uma postura de investimento mais defensiva. A entidade continua, porém, a identificar espaço para retornos positivos nas ações mundiais. No entanto, após a escalada registada neste início de ano, apenas se houver uma confirmação de notícias positivas no crescimento económico é que as bolsas poderão prolongar as subidas.

Uma política monetária mais acomodatícia, um alívio das tensões comerciais e expectativas de um crescimento mais moderado, mas positivo. São estes os temas que têm estado a determinar a recuperação dos mercados financeiros, mas que, segundo o JPMorgan Asset Management, também estão amplamente descontados nos mercados. Numa apresentação a jornalistas realizada em Lisboa esta terça-feira, Manuel Arroyo argumentou que, grande parte da subida registada em 2019, se deve a um ajuste técnico, depois das descidas expressivas acumuladas nos últimos meses de 2018.

Após uma valorização superior a 10% nas praças norte-americanas e de mais de 8% na Europa, em mês e meio, o diretor de vendas da JPMorgan AM Portugal refere que é necessário "mais crescimento económico" para sustentar a extensão dos ganhos nas bolsas. O especialista acredita que caso a Europa e a China apresentem uma evolução positiva da sua economia, isto pode alimentar maiores retornos nas ações.

Com uma visão moderadamente otimista para a economia mundial, Manuel Arroyo destaca que é esperada muita volatilidade nos próximos meses, fruto de já estarmos numa fase tardia do ciclo económico.

"Os EUA vão continuar a crescer à volta de 2%", antecipa o mesmo especialista, que lembra, contudo, que este ano não haverá nenhum programa de estímulos orçamental. Vai haver sim estímulos monetários.

A Reserva Federal indicou, em janeiro, uma inversão na sua política de subida de taxas de juro, levando os bancos de investimento e as gestoras de ativos a rever as suas expectativas para a normalização das taxas. Enquanto no final do ano a gestora do JPMorgan previa quatro subidas de juros em 2019, as previsões apontam agora para uma ou duas mexidas nos juros, nos terceiro e quarto trimestre do ano.

Já em relação aos resultados empresariais, Manuel Arroyo realça que está a antecipar um crescimento entre 5% e 7% dos resultados nos EUA. O responsável lembra que, ao longo do último ano, baixaram-se muito as expectativas, mas "ao baixar as expectativas aumenta a margem para surpreender pela positiva".



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