Trading Mais de metade do S&P está em território de correcção, mas há bons investimentos

Mais de metade do S&P está em território de correcção, mas há bons investimentos

Crise ou oportunidade. Traders defendem que momento de correcção no mercado pode significar época de saldos. E deixam sugestões de boas pechinchas.
Mais de metade do S&P está em território de correcção, mas há bons investimentos
REUTERS
Negócios 02 de março de 2018 às 18:00

Os mercados voltaram a cair na sessão de ontem, quinta-feira 1 de Março, após o anúncio de que os Estados Unidos vão impor tarifas sobre as importações de aço e alumínio, uma medida que está a motivar respostas dos principais parceiros do país e a alimentar receios em torno de uma potencial guerra comercial.

E a tendência de queda em Wall Street prossegue na sessão desta sexta-feira. Enquanto mais de metade das acções que compõem o principal índice accionista mundial, o S&P 500, agravam as perdas e voltam aos mínimos do mini crash do mês passado - em Fevereiro o índice acumulou a maior queda mensal desde 2016 -, alguns traders recomendam a compra de pechinchas no mercado.

A aposta de Mark Tepper, presidente e CEO da Strategic Wealth Partners, são as acções da Lowe's, retalhista norte-americana do ramo dos equipamentos para melhorias do lar, cujos títulos mergulharam quarta-feira depois de a empresa reportar lucros abaixo das expectativas do consenso de mercado. "Estamos a apostar fortemente na área das infra-estruturas, estamos em grande em todo o sector da habitação; e no sub-sector das infra-estruturas gostamos da Lowe's", afirmou Mark Tepper no programa "Trading Nation" da CNBC. "As vendas nacionais caíram 4,7% no mês passado, não por falta de procura, mas sim por falta de stock. Essa folga deve impulsionar a construção imobiliária e os sectores relacionados".

O trader acredita que as acções do banco regional KeyBank também representam, no contexto actual, uma boa oportunidade, já que o aumento das taxas vai beneficiar os bancos regionais. O optimismo das pequenas empresas também deve ajudar a elevar a qualidade do crédito, defende.


Já Matt Maley, trader da Miller Tabak, aposta as suas fichas na Chevron - a norte-americana é uma das grandes empresas mundiais do ramo energético, especialmente petrolífero - e teve um mês historicamente mau. O que parece ser positivo, no entender deste estratega.


"A acção está muito barata em comparação com o petróleo", disse Matt Maley também no "Trading Nation", sublinhando que acredita que as acções a Chevron vão subir.


Outra das empresas com potencial, para este trader, é a McDonald's, que conseguiu ao longo da maioria do ano de 2017 negociar acima de todas as expectativas e registou quedas recentes, ajustes que não são preocupação para Matt Maley, mas sim uma oportunidade.



Conheça mais sobre as soluções de  trading online da DeGiro.