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Polónia admite rever lei que fecha supermercados ao domingo. JM dispara mais de 3%

O primeiro-ministro polaco informou que o governo está a avaliar os efeitos da lei que proíbe o comércio aos domingos e vai anunciar decisões "num futuro próximo".

A dona do Pingo Doce é a quarta cotada do PSI-20 que mais valoriza em 2018, depois de em 2017 já ter registado um desempenho acima da média. Uma prestação que levou a cotação das acções a superar o preço-alvo médio que os analistas atribuem à Jerónimo Martins (16,42 euros). O potencial de queda é assim de 3%, sendo que a empresa liderada por Pedro Soares dos Santos é das que melhor desempenho apresenta neste período de turbulência nas bolsas.
Rita Faria afaria@negocios.pt 05 de Fevereiro de 2019 às 14:34
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As ações da Jerónimo Martins estão a disparar em bolsa esta terça-feira, 5 de janeiro, depois de o governo polaco ter admitido rever a lei que obriga ao encerramento dos supermercados e da maioria das lojas aos domingos.

Os títulos da retalhista, que tem na Polónia o seu principal mercado, estão a valorizar 3,29% para 12,865 euros, depois de já terem subido um máximo de 3,81% para 12,93 euros, o valor mais alto desde setembro do ano passado.

Segundo a Bloomberg, num discurso em Varsóvia, o primeiro-ministro da Polónia Mateusz Morawiecki anunciou que o governo está a avaliar os efeitos da legislação que proíbe grande parte do comércio ao domingo, e que serão anunciadas decisões "num futuro próximo".

Esta lei, que entrou em vigor em março do ano passado, proibiu inicialmente a abertura das superfícies comerciais durante dois domingos por mês, sendo que a partir de janeiro deste ano tornou-se mais restritiva impedindo a abertura das lojas durante três domingos por mês.

A possibilidade de a legislação ser revista está, assim, a animar as ações da Jerónimo Martins, para quem a Polónia, onde opera com a insígnia da Biedronka, representa quase 70% das suas receitas.

Nos primeiros nove meses do ano passado, a rede de supermercados do grupo na Polónia registou um incremento de 6,5% nas vendas, para um valor de 8.632 milhões de euros, o que representa 67% das vendas totais da Jerónimo Martins. Ainda na Polónia, a cadeia de saúde e beleza Hebe registou 144 milhões de euros de faturação, uma subida de 24,4%.

Assim, a atividade na Polónia foi responsável por 68,5% da faturação da Jerónimo Martins até setembro.

Com a subida registada esta terça-feira a Jerónimo Martins eleva para 24,5% a valorização acumulada este ano, um dos melhores desempenhos do setor do retalho na Europa e o segundo melhor do PSI-20, apenas superado pelo da Altri. 

Ainda assim, os analistas ainda reconhecem potencial de subida. É o caso do BPI, que manteve a cotada na sua lista de preferidas da Península Ibérica, com um preço-alvo de 15,75 euros.

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