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Regras básicas para sobreviver quando o mercado mostra sinais de fragilidade

O Trumpcare vai a votação esta quinta-feira, e provavelmente irá agitar os mercados. Conheça as duas verdades, de La Palice, fundamentais para não perder a cabeça.

Reuters
Mariana Adam marianaadam@negocios.pt 23 de Março de 2017 às 13:01
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As bolsas norte-americanas registaram, no arranque da semana, a maior queda desde a vitória de Donald Trump. Como sempre nestas alturas tentam-se encontrar justificações: a morte do bull market? o colapso do fenómeno Trump? Para acalmar os mais propensos a ataques de pânico, o estratega da Mint Partener, Bill Blain, escreveu uma nota onde revela duas regras, muitas vezes esquecidas, mas que estão na base do seu sucesso:

1 - É melhor prevenir do que remediar. "É melhor perder os últimos 5% de um rally, do que ficar e perder nos primeiros 20% de uma queda no mercado." É básico, em teoria, mas na hora H, no meio da agitação, executar esta máxima é uma tarefa difícil, garante o experiente estratega.

 

2 - "Os mercados reagem sempre exageradamente". Este é o mantra que deve ser repetido até à exaustão especialmente em momentos de tensão, aconselha Bill Blain.

 

O chamado Trumpcare vai a votação esta quinta-feira, dia 23 de Março, na Câmara dos Representantes. Este é um dos acontecimentos que tem criado nervosismo nos mercados, já que existe uma aparente incapacidade da administração Trump em avançar com uma alternativa ao Obamacare, num momento em que os congressistas republicanos parecem estar a perder o apoio necessário à substituição do sistema de saúde promovido pelo ex-presidente, Barack Obama.

O atraso na apresentacão de medidas concretas do plano económico de Trump, e as esperadas dificuldades na aprovação das mesmas no Congresso estão a aumentar os receios sobre a capacidade da actual administração para avançar com as medidas prometidas.

Bill Blain acrescenta que uma das chaves para ter sucesso nesta fase do mercado está nos "corredores do poder". "Mantenha Washington de baixo de olho para ver o que realmente pode vir a ser aprovado e feito nas próximas semanas", aconselha.

Mas o mundo não gira apenas em torno de Trump. Blain fez ainda uma lista de acontecimentos que os mercados tem ignorado: "Acções sobreavaliadas, consequências a longo prazo de QE, aumento do proteccionismo, oscilações do dólar, bolhas de crédito e inflação crescente vs.mercados obrigacionistas". 


Quando as coisas começarem a correr mal, exige-se cabeça fria.

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