Trading Ursos não atacam desta forma desde a crise de 2008

Ursos não atacam desta forma desde a crise de 2008

O sentimento negativo que tem inundado os mercados de capitais e levado vários títulos a entrarem em "bear market" - isto é, com quedas superiores a 20% desde o último pico. Um cenário que não era tão evidente desde a crise financeira de 2008, diz o Merrill Lynch.
Ursos não atacam desta forma desde a crise de 2008
Bloomberg
Negócios com Bloomberg 18 de junho de 2019 às 11:55

O sentimento negativo não assolava os investidores com a dimensão atual desde a crise financeira de 2008, aponta o relatório lançado pelo Bank of America Merrill Lynch.

 

O investimento em ações viu este ano a segunda maior queda de que há registo. Em paralelo, o numerário aumentou para um máximo de 2011. Além disso, a exposição relativa a ações face a obrigações caiu para o nível mais baixo desde maio de 2009. Os investidores parecem estar a fugir de investimentos na banca, tecnologia e de títulos europeus. A intensidade de negociação de títulos do Tesouro norte-americano já está a superar a intensidade que era característica dos títulos tecnológicos.

 

As expectativas quanto ao crescimento global colapsaram, de acordo com o que o Merrill Lynch detetou entre os gestores de uma soma total de 528 mil milhões de dólares. Metade dos questionados preveem que os próximos 12 meses sejam fracos.

 

Os receios lançados pela guerra comercial entre as duas maiores economias mundiais  - Estados Unidos e China -, a possibilidade de se vir a assistir a uma recessão em breve e uma "impotência da política monetária" são fatores apontados pelo banco como principais razões para o sentimento negativo.

 

A previsão do Merrill Lynch é a de que a Fed corte os juros caso um dos principais índices norte-americanos, o generalista S&P500, caia para 2.430 pontos. Já o "limite" que o banco avança para o presidente Donald Trump, a partir do qual este deverá procurar chegar a um acordo comercial abrangente com a China, é o dos 2.350 pontos.

 

Dois eventos decisivos que se aproximam são a reunião do G-20, na qual os líderes dos Estados Unidos e China deverão encontrar-se para debater soluções para o conflito comercial, e o discurso da Reserva Federal americana esta quarta-feira, no qual o presidente, Jerome Powell, deverá desvendar se irá descer a taxa de juro diretora como medida de estímulo à economia ou não.

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