Gestão & Administração Colocar a inteligência artificial ao serviço dos negócios

Colocar a inteligência artificial ao serviço dos negócios

Recursos humanos, marketing e vendas são algumas das áreas mais visadas pela inteligência artificial que poderá vir a assegurar aumentos da receita na ordem dos 38%.
Colocar a inteligência artificial ao serviço dos negócios
C-Studio 28 de fevereiro de 2018 às 15:54

O impacto das tecnologias associadas à inteligência artificial (IA) nos negócios e nas organizações, de uma maneira geral, poderá até parecer algo direccionado apenas para o futuro. Nada mais errado! Esta é já uma realidade em muitas empresas que recorrem a sistemas de IA com relativa frequência, assegurando a junção de múltiplas tecnologias (desde software, redes neurais artificiais, mecanismos ultra-sofisticados, entre vários outros) tirando assim partido da sua capacidade muito similar ao pensamento e ao raciocínio humano para a realização de diversas tarefas internas.

 

Na realidade, a inteligência artificial permite à máquina descodificar, compreender e interpretar o mundo à sua volta, sendo que, a partir desse momento, passa também a ter capacidade de actuação sobre ele, mas sempre com base em decisões próprias. Em casos mais avançados, o próprio sistema é também capaz de aprender por si só, aumentando, desta forma, aqueles que são os seus conhecimentos.

 

Contas feitas, as vantagens da IA para o negócio são grandes e sublinhadas pela própria Accenture que, durante o último Fórum Económico Mundial, em Davos, recordou que "se todas as empresas globalmente investissem em tecnologias de IA e de colaboração entre homens e máquinas na mesma proporção que as grandes organizações, então poderiam aumentar as receitas em 38% até 2022 e reforçar os níveis de emprego em 10%".

 

Colectivamente, esta estratégia permitiria assegurar "lucros de 4,8 biliões de dólares a nível mundial durante o mesmo período". Na realidade, a larga maioria (72%) dos 1.200 executivos entrevistados pela Accenture consideram a tecnologia inteligente fundamental para a diferenciação da sua organização nos mercados em que actuam.

 

Mas em que áreas, dentro das organizações, poderá a inteligência artificial ser mais relevante e causar impacto significativo? Vários especialistas diriam que "em todas", já que a IA está a espalhar-se de forma transversal.

A ideia não está totalmente errada, mas ainda assim é certo e sabido que nos recursos humanos, marketing, vendas e no departamento de TI os resultados acabam por ser mais palpáveis.

 

No caso dos departamentos de TI, uma das grandes mais-valias da IA passa pela maior facilidade em detectar intrusões de segurança e ameaças aos sistemas empresariais, problemas de utilização e até lidar com questões de automação.

 

Também as funções diárias de TI, principalmente em áreas mais operacionais como o "helpdesk", administração de sistemas e suporte de aplicações, poderão vir a ser impactadas pelo recurso à inteligência artificial, no futuro.

 

Do lado do marketing, a relevância dos sistemas IA será, igualmente, importante já que estes apresentam capacidade de processamento de um grande número de dados provenientes de interacções de compras. Desta forma, os profissionais têm a capacidade de mapear mais facilmente tendências e comportamentos ao mesmo tempo que antecipam ondas de procura.

 

Já no caso do atendimento e serviço ao cliente, a relevância da IA não é propriamente novidade com a utilização de "chatbots" a generalizar-se cada vez mais.

 

Um dos mais importantes impactos da IA nos RH surge associado ao redireccionamento da mão-de-obra empregada em actividades repetitivas para funções de maior valor agregado, deixando a esta tecnologia as tarefas manuais que exigem menor capacidade cognitiva.

 

Finalmente, também o departamento financeiro poderá reclamar um importante papel em matéria de aproveitamento positivo de IA já que, graças à sua capacidade de processamento e análise de um grande volume de dados, estas tecnologias podem vir a ter um importante papel na observação de questões como o crédito ou disputas em seguros.