Transformação Digital Rentabilidade e inteligência artificial andam de mãos dadas?

Rentabilidade e inteligência artificial andam de mãos dadas?

As organizações apostam cada vez mais em tecnologias associadas à inteligência artificial para promover o aumento das vendas e definir novas formas de impulsionar o negócio.
Rentabilidade e inteligência artificial andam de mãos dadas?
C-Studio 16 de fevereiro de 2018 às 16:13

Faz parte do nosso dia-a-dia e, quer queiramos quer não, veio mudar por completo a forma como trabalhamos, como fazemos compras ou como interagimos uns com os outros. Falamos, naturalmente, da inteligência artificial (IA), que trouxe consigo um conjunto de novas tecnologias e um sem-número de potencialidades que começam agora a ser aproveitadas, quer individualmente, mas acima de tudo, pelas empresas. O objectivo destas últimas é claro: promover o negócio, procurar novas formas de potenciar as vendas e, em última análise, também os resultados.

 

Estudos recentes, levados a cabo pela Accenture, dão conta de que a IA tem o potencial de aumentar as taxas de rentabilidade, em média, 38 pontos percentuais, provocando um crescimento económico na casa dos 14 mil milhões de dólares (VAB) até 2035.

 

E a verdade é que o impacto da inteligência artificial se faz sentir nas diversas unidades de negócio das organizações, independentemente da sua área de actividade. Olhemos, por exemplo, para o marketing em que o impacto da IA acaba por ser significativo. Em último caso, as marcas conseguem promover os seus produtos de forma muito clara, retirando todo o ruído à sua volta e assegurando aos seus clientes uma experiência totalmente personalizada.

 

O futuro trará outras mais-valias associadas, por exemplo, à capacidade de as organizações projectarem estratégias capazes de antecipar as necessidades dos seus clientes a um nível sem precedentes.

 

Mas, no momento, e de acordo com a Accenture, a inteligência artificial vai permitir inverter o ciclo de baixa produtividade através de três canais essenciais:

 

  1. Automatização inteligente: seja pela optimização da cadeia de produção e, consequentemente, na distribuição; seja pela agilização do processo de vendas, sendo claramente mais vantajosa do que a dita automatização tradicional;
  2. Aumento de capital e recursos: pelo recurso à IA, os colaboradores passam a poder delegar tarefas de baixo valor acrescentado, de maneira a tornarem-se cada vez mais produtivos nas tarefas realmente importantes. A IA tem ainda a capacidade de ajudar as organizações a maximizar as taxas de utilização dos activos.
  3. Difusão de inovação: uma vez que garante a aceleração ao nível do desenvolvimento de novos produtos, a IA ajuda a aumentar a inovação, a eliminar custos redundantes e a gerar novos fluxos de receitas. Contas feitas, aumenta também a rentabilidade.

 

Diz a Accenture que os sistemas associados à inteligência artificial podem promover um aumento estimado, na área da produção, de 39%; neste caso, torna-se possível tirar partido da habilidade de aprender, adaptar e evoluir ao longo do tempo, ajudando a eliminar falhas nas máquinas. As percentagens, estimadas aqui para uma meta temporal que se situa em 2035, são ainda de 55% na saúde, 44% nos transportes e armazenamento, 84% na educação ou 71% no setor da construção.