Weekend Todas as acelerações destinam-se a Goodwood

Todas as acelerações destinam-se a Goodwood

A maior celebração da cultura do carro e a mais grandiosa corrida histórica de exibição de automóveis de topo começa este ano a 7 de Setembro. O Goodwood Festival é um acontecimento único, que se tornou inclassificável.
Todas as acelerações destinam-se a Goodwood
José Vegar 11 de agosto de 2018 às 09:00
Há um acontecimento, uma data e um local para todos aqueles que sonham com automóveis clássicos de extrema qualidade, emoção na pista, loucura nas bancadas e um toque permanente de excentricidade britânica. A meca que reúne todas estas características chama-se Goodwood e este ano, um dos seus eventos fundamentais, o Revival, realiza-se entre 7 e 9 de Setembro, no sítio mítico do circuito de Goodwood, perto de Chichester, no West Sussex, a pouco mais de 100 quilómetros de Londres.

Não é nada simples hoje definir o que é o Goodwood, que comemora o vigésimo quinto aniversário, tal a fama e a dimensão que alcançou. Talvez a melhor aproximação seja referir que é um festival semelhante ao Burning Man ou ao Latitude, que a partir de uma unidade temática, foi crescendo, todos os anos, na direcção de um acontecimento de múltiplas dimensões, já só vagamente ligadas ao núcleo inicial. É claro que o Goodwood continua a ser, na essência, um festival sobre carros clássicos de corrida, carros clássicos de topo e, acima de tudo, sobre a cultura do automobilismo e do automobilista. Mas é, ao mesmo tempo, uma plataforma essencial de observação, de contactos e de negócios, uma oportunidade única de ver e tocar nas melhores jóias da Coroa de todo o mundo, um motivo para uma celebração e uma festa que conhece poucos limites.

Em termos de organização, o Goodwood assenta em duas âncoras, o Revival, que celebra o seu vigésimo aniversário, e o Festival of Speed, que comemorou em Julho o seu vigésimo quinto aniversário. O Revival é uma maratona de corridas curtas, todas elas de celebração a alguma data ou a alguma personagem, feita por carros competitivos de topo, essencialmente produzidos nas décadas de 40, 50 e 60 do século passado. O Revival tem ainda a característica única de obrigar pilotos, equipas técnicas e espectadores a estarem vestidos à época, o que reforça o seu "glamour" como a mais fiel e entusiástica corrida histórica.

Por seu lado, o Festival of Speed, que este ano se realizou em Julho, é, efectivamente, um dos pontos centrais do calendário de qualquer amante ou investidor em automóveis, já que, no essencial, é uma parada exibicional permanente de carros de topo, dos clássicos aos mais recentes, dando a possibilidade de os ver de perto e conhecer toda a informação existente. O festival contempla ainda uma série de leilões, para os que estão dispostos a investir a sério. Dizem os habituais que o Goodwood é um festival que, por vezes, dá a sensação de ser um sonho tornado realidade e o Revival deste ano promete elevar esta sensação ao mais alto cume.


Nota ao leitor: Os bens culturais, também classificados como bens de paixão, deixaram de ser um investimento de elite, e a designação inclui hoje uma panóplia gigantesca de temas, que vão dos mais tradicionais, como a arte ou os automóveis clássicos, a outros totalmente contemporâneos, como são os têxteis, o mobiliário de design ou a moda. Ao mesmo tempo, os bens culturais são activos acessíveis e disputados em mercados globais extremamente competitivos. Semanalmente, o Negócios irá revelar algumas das histórias fascinantes relacionadas com estes mercados, partilhando assim, de forma independente, a informação mais preciosa.