João Quadros O da Joana

O da Joana

Clap, clap, clap! – uma salva de palmas para o Negócios. Hoje temos uma edição especial inteiramente dedicada à Cultura – estou para ver como é que o Camilo Lourenço vai descalçar esta bota.
João Quadros 28 de março de 2013 às 00:01

Escrever sobre Cultura num jornal que se dedica à Economia não é complicado. Actualmente, no nosso país, a principal diferença entre a Economia e a Cultura, é que há um bocadinho mais de dinheiro para a Cultura. O ministro Álvaro tem metade da verba da Joana Vasconcelos. Santos Pereira só tem dinheiro para um terminal de cruzeiros feito com caricas de Água das Pedras – é nesta ideia (à primeira vista, parva) que assenta a minha crónica. Devíamos Joanavasconcelar o país. As vantagens são muitas. Se um par de sapatos, feito com tachos, foi vendido por mais de meio milhão de euros, quanto é que vale a TAP com todos os aviões embrulhados, em renda, pela Joana Vasconcelos? Se cobrirmos os CTT com restos de Arraiolos, será que a Christie’s não paga uma fortuna pela obra?

É esta a solução para o desemprego: um milhão de portugueses a trabalhar para a Joana. Podemos exportar quase tudo e podemos mudar o país. Os Estaleiros de Viana podem construir uma nova frota pesqueira inteiramente feita de latas de atum e de cavala. Restaurantes feitos com talheres de plástico com restauração a pagar a taxa intermédia do IVA para a cultura. Fabrico e exportação de armamento, exemplo: helicópteros revestidos a plumas de avestruz, cristais Swarovski com pele tingida, que podiam ser vendidos a Angola; ou à força aérea de Ibiza. Se optarmos por Joanavasconcil..cel…vasconcelizar a Nação, acredito que a gordita que vai dominar a Europa não vai ser a Merkel.

A Angela deve ficar horrorizada com a arte da Joana Vasconcelos. Ela deve odiar peças feitas com talheres de plástico, e tampões, porque viveu a infância na Alemanha de Leste e os filmes de animação eram todos feitos assim. O rato Mickey da infância da Merkel foi uma lata, vazia, de salsichas.

Se eu estivesse no lugar do Presidente da República: estava divorciado, demitia Passos Coelho e nomeava um governo de salvação nacional com a Joana Vasconcelos a PM. A Joana é respeitada "lá fora", sabe dirigir equipas (tem boas ideias para fazer arte com restos). É a minha opinião não isenta, porque eu queria ver o que ela ia fazer com aqueles dois submarinos que comprámos aos alemães.

Essencialmente, era isto que tinha para dizer sobre a Cultura. Foi uma excelente ideia dedicar uma edição à Cultura e, para mim, foi a oportunidade de escrever um texto sem ter de fazer referências a IVA, desemprego ou à Merkel. Gostei mas estou ansioso por regressar a temas mais abstractos e filosóficos, como os números de Gaspar ou a segurança dos nossos depósitos.

 
Agenda Cultural

 

1. O ministro das Finanças alemão afirmou esta terça-feira, numa entrevista, que quem critica a Alemanha é porque tem inveja - também pode ser porque tem fome. 

 

2. Ex-espião Jorge da Silva Carvalho vai trabalhar, a partir da próxima semana, para o Governo, na Presidência do Conselho de Ministros - porque ainda não tem cadastro para concorrer às autárquicas.

 

3. PS deverá entregar moção de censura ao Governo na quinta-feira (hoje) - e lava daí as suas mãos.

 

4. Crato não esclarece que "condições extremas" tornam a mobilidade especial admissível para docentes -  exemplo: se estiver um mar de lava a avançar para eles.

 

5. Sucursais de bancos cipriotas na Rússia e Inglaterra estiveram abertas sem restrições de operações - 99.999 é o número da sorte dos Russos

 

6. O regresso de Sócrates à ribalta só fazia sentido se ele chegasse a Lisboa num TGV vindo de Paris. Chegava com estrondo ao Rossio, ao comando da locomotiva, e dizia - está aqui o TGV. O que é que é querem mais?

 




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