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Ao minuto26.03.2021

Bolsas aplaudem plano de Biden e petróleo dispara mais de 4% com congestionamento no Suez

Acompanhe aqui o dia nos mercados.

Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 26 de Março de 2021 às 17:18
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26.03.2021

Bolsas sobem após semana volátil

Depois de uma semana de grande volatilidade, as bolsas europeias fecharam a última sessão em alta, impulsionadas pelo maior optimismo dos investidores com a recuperação económica global.

A ajudar a este sentimento esteve a atualização do plano de vacinação contra a covid-19 nos Estados Unidos, que prevê uma grande aceleração da inoculação nas próximas semanas. Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden duplicou a sua meta de vacinação para os seus primeiros 100 dias na Casa Branca, prometendo agora aplicar 200 milhões de doses de vacinas contra a covid-19.

Ao mesmo tempo, a contribuir para a subida das praças europeias está a valorização do petróleo nos mercados internacionais, que está a impulsionar as cotadas do setor do petróleo e gás, energia e matérias-primas.

O índice de referência para a região, o Stoxx600 subiu 0,91% para 426,93 pontos.

Por cá, o PSI-20 valorizou 1,53% para 4.836,86 pontos, impulsionado sobretudo pela EDP Renováveis e Galp Energia, as duas cotadas que mais penalizaram na sessão de ontem. A petrolífera portuguesa valorizou 3,54% para 10,05 euros enquanto a EDP Renováveis somou 2,87% para 17,20 euros. 

26.03.2021

Ouro ganha terreno mas não impede queda semanal

O metal amarelo tem brilhado mais do que nunca, numa altura em que os inves    tidores procuram um refúgio para os seus ativos, num contexto de maior risco no plano económico e geopolítico.

Os preços do metal amarelo estão a negociar em ligeira alta, mas a firmeza que tem sido demonstrada pelo dólar – o que retira atratividade aos ativos denominados na nota verde para quem negoceia noutras moedas – e a subida dos juros da dívida pública nos EUA continuam a colocar o metal a caminho da sua primeira queda semanal depois de duas semanas com saldo positivo.

 

O ouro a pronto (spot) segue a somar 0,28% para 1.731,66 dólares por onça no mercado londrino.

 

No mercado nova-iorquino (Comex), os futuros do ouro valorizam também 0,02%, para 1.725,20 dólares por onça.

 

O metal precioso segue assim em terreno positivo, mas com subidas muito ligeiras.

 

"O ouro está a aproximar-se do final da semana com pouca volatilidade. Depois do pico de ontem nos $1.745, o preço retraiu para os $1.730 e os investidores continuam a perguntar-se o mesmo – será a enorme injeção de liquidez no sistema, pelos bancos centrais, suficiente para impulsionar futuras subidas no metal precioso?", refere Carlo Alberto de Casa, analista chefe da ActivTrades, na sua análise diária.

 

"Ao mesmo tempo, estão a tentar avaliar os riscos da inflação e se a redução gradual [dos apoios] da Fed vai ser efetiva. A resposta a estas questões vai provavelmente guiar o ouro nos próximos meses, mesmo ao perceber-se que, quando o preço cai abaixo dos $1.700, os compradores mantêm-se ativos", acrescenta.

26.03.2021

Regresso ao risco penaliza dólar e obrigações

O final da semana nos mercados está a ser marcado por um regresso dos investidores aos ativos de risco devido ao crescente otimismo com a recuperação da economia global, sobretudo nos Estados Unidos.

As palavras de Joe Biden, que elevou a meta do plano de vacinação país e mostrou confiança na retoma acelerada da eocnomia, estão a afastar os investidores dos ativos refúgio, como é o caso da moeda norte-americana e das obrigações soberanas.

O índice do dólar está a perder 0,2% e o euro ganha 0,27% para 1,1796 dólares.

Os juros das obrigações alemãs a 10 anos avançam 3,3 pontos base para -0,35% e a yield das obrigações portuguesas com a mesma maturidade avança 2,4 pontos base para 0,167%, depois de ter descido nas últimas cinco sessões.

26.03.2021

Congestionamento no Suez faz disparar preços do petróleo

O "ouro negro" segue em forte alta, sustentado pelo bloqueio do Canal do Suez por parte do navio porta-contentores Ever Given, que encalhou na terça-feira, ficando atravessado naquela importante via marítima e impedindo a passagem de embarcações em ambas as direções.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em maio soma 4,42% para 61,15 dólares.

 

Já o contrato de maio do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, avança 4,13% para 64,51 dólares.

 

Na quarta-feira, os preços tinham estado já a disparar em torno de 6% devido ao congestionamento do Canal do Suez, uma importante via de escoamento de petróleo. Na sessão de ontem, as cotações corrigiram, com os investidores mais focados nos receios de que os novos confinamentos na Europa reduzam o consumo de combustível. Mas hoje, com a previsão de que possa demorar semanas a desencalhar o Ever Given, o crude voltou a valorizar fortemente.

 

"O interesse dos investidores pelo petróleo recuperou nas últimas horas, após as notícias de que o bloqueio do Canal de Suez que pode não ter uma rápida resolução à vista. A abertura positiva das ações europeias esta manhã e um cenário de risco moderado estão a ajudar a impulsionar o petróleo, embora haja uma pressão de baixa a curto prazo, após uma longa recuperação verificada nos últimos meses", sublinha Carlo Alberto de Casa, analista chefe da ActivTrades, na sua análise diária.

Apesar da subida de quarta-feira e de hoje, os preços do petróleo estão a caminho da terceira semana consecutiva de saldo negativo.

 

O Canal do Suez é uma importante via para o comércio marítimo, com grande preponderância para o chamado "ouro negro". Em todo o mundo, circulam por dia pouco mais de 70 milhões de barris diários, com a Europa a importar 20% desse volume (14 milhões diários).

 

Pelo Suez passa o petróleo que a Europa importa do Médio Oriente, de países como a Arábia Saudita e o Iraque, explicou ao Negócios José Caleia Rodrigues, especialista em questões petrolíferas e que já publicou vários livros sobre este tema.

 

"Pelo Canal do Suez passam quase cinco milhões de barris diários de petróleo – 7% do crude transacionado diariamente a nível mundial – com destino à Europa", sublinhou o mesmo especialista.

 

Metade dos 14 milhões de barris/dia que a Europa importa provém da Noruega e da Rússia, não havendo problema com esse fornecimento, mas o facto de ficar quase sem cinco milhões de barris diariamente poderá levar a uma escassez que obrigue o continente a recorrer às suas reservas estratégicas se o Ever Given não desencalhar rapidamente, alertou Caleia Rodrigues.

26.03.2021

Biden e Powell impulsionam Wall Street

As bolsas norte-americanas abriram em alta, prolongando o rally que arrancou na reta final da sessão de ontem em Wall Street e que permitiu um fecho em alta.

 

O Dow Jones valoriza 0,48% para 32.775,51 pontos e o S&P500 avança 0,33% para 3.922,35 pontos. O tecnológico Nasdaq valoriza 0,26% para 13.011,6 pontos.

 

O otimismo regressou a Wall Street sobretudo à boleia das declarações que o presidente dos Estados Unidos efetuou na primeira conferência de imprensa desde que chegou à Casa Branca. Joe Biden duplicou a meta das vacinas administradas nos primeiros 100 dias do seu mandato (para 200 milhões de doses) e mostrou otimismo com a recuperação da economia.

 

Estas declarações aumentaram o apetite dos investidores pelo risco, com a aposta a incidir nas cotadas mais propensas a beneficiar com a recuperação da economia.

 

Também a contribuir para a tendência positiva está a decisão da Reserva Federal, já que o banco central liderado por Jerome Powell permitiu aos bancos do país regressar ao pagamento de dividendos.          

 

O Bank of America arrancou a semana a ganhar mais de 2% e as ações do JPMorgan e do Goldman Sachs valorizam mais de 1%.

 

A sessão desta sexta-feira está também a ser marcada pela alta das cotações do petróleo, ainda a refletir o bloqueio do Canal do Suez, já que o navio Ever Given deverá continuar encalhado por mais dias. O Brent em Londres valoriza 3,45% para 64,09 dólares.

26.03.2021

Ouro prepara terreno para queda semanal

O ouro está a caminho de uma queda semanal, numa altura em que os investidores estão a avaliar as perspetivas para os juros do Tesouro norte-americanos.

Ontem, o leilão de dívida a sete anos não trouxe grande impacto ao mercado secundário, como seria de esperar.

O metal precioso vai ganhando 0,09% para os 1.728,59 dólares por onça, mas mantém-se em queda no acumular da semana.

26.03.2021

Euro e libra ganham força para o dólar após ciclo de quedas

As maiores moedas da Europa estão a ganhar força face ao rival dólar norte-americano, depois de três sessões consecutivas a perderem força.

Por esta altura, o euro avança 0,19% para os 1,1786 dólares, a passo que a libra esterlina ganha 0,26% para os 1,3771 dólares.

26.03.2021

Juros de Portugal interrompem ciclo de cinco dias em queda

Os juros da dívida soberana de Portugal a dez anos estão a subir na manhã desta sexta-feira, pondo fim a um ciclo de cinco dias seguidos a perderem força.

Esta é também a tendência registada no resto da Zona Euro, depois de o leilão de dívida nos Estados Unidos a sete anos, que estava a ser seguido de perto pelos investidores, não ter trazido grandes alterações no mercado secundário. 

A "yield" nacional está  subir 3,1 pontos base para os 0,175%, enquanto que os juros espanhóis aumentam 3,2 pontos base para os 0,291%. 

A Alemanha, que serve de referência para o bloco central, vê a sua taxa a dez anos escalar 3 pontos base para os -0,355%.

26.03.2021

Europa deixa-se levar pelo otimismo em torno da vacinação nos EUA

O apetite pelo risco está de volta na sessão desta sexta-feira depois de a conferência de impresa de Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, ter deixado bons indicadores quanto ao plano de vacinação do país.

Por esta altura, o Stoxx 600 - índice que agrupa as 600 maiores cotadas da região - está a valorizar 0,79% para os 426,43 pontos, com o setor da banca especialmente animado depois de a Reserva Federal dos Estados Unidos ter levantado as restrições ao pagamento de dividendos dos bancos norte-americanos.

Na sua primeira conferência de imprensa desde que tomou posse, Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, duplicou a meta do plano de vacinação, almejando agora dar 200 milhões de doses da vacina anti covid-19 até ao final de abril, data que marcará o seu centésimo dia como residente da Casa Branca.

Contudo, na União Europeia (UE), o ritmo de vacinação tem abrandado. Ontem, um tweet de Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia (CE), mostrou que foram administradas 62 milhões doses de cidadãos da UE, apesar de já terem sido distribuídas 88 milhões de doses até ao final da semana.

Ainda assim, a líder frisou que a UE exportou cerca de 77 milhões de doses para fora da região, mais do que administrou entre os Estados-membros. No mesmo tweet, von der Leyen frisou que esperava receber cerca de 100 milhões de doses no primeiro trimestre deste ano e mais 360 milhões no segundo. 

Biden, para além de reforçar o seu compromisso com a vacinação no país, sublinhou a rivalidade com a China, alegando que Pequim não irá ultrapassar Washington como a economia mais poderosa do mundo no seu mandato. Contudo, não referiu se iria ou não cortar as tarifas sobre aplicadas ao país rival. 

26.03.2021

Petróleo regressa aos ganhos, mas de olhos postos no Canal do Suez

Os preços do petróleo voltaram aos ganhos na manhã desta sexta-feira, depois de dois dias de fortes quedas à boleia do navio encalhado no Canal do Suez, que liga o Mar Vermelho ao Mar Mediterrâneo, e que está a impactar cerca de 12% do comércio mundial. 

Hoje, o preço do Brent - que serve de referência para Portugal - avança 1,81% para os 63,07 dólares por barril e o norte-americano WTI (West Texas Intermediate) ganha 2,07% para os 59,78 dólares, após uma queda de quase 5% registada ontem.

O congestionamento no Canal do Suez, ao largo do Egipto, levou ao aumento das taxas de transporte e a um bloqueio da passagem. Agora, os esforços para tentar desencalhar este navio de 400 metros de comprimento vão durar até, pelo menos, quarta-feira.

O petróleo está assim a caminho da sua terceira queda semanal, o que representa o maior ciclo negativo desde abril do ano passado, numa altura em que a procura pela matéria-prima continua ameaçada pelo aumento de casos de covid-19 e consequentes restrições à circulação em todo o mundo.

26.03.2021

Futuros da Europa em alta animados com discurso de Biden

Os futuros das ações europeias estão a valorizar na última sessão desta semana, apontando para uma abertura "no verde", à boleia do otimismo com o plano de vacinação nos Estados Unidos, que está a ofuscar a subida de novos casos em algumas grandes economias. 

Para já, os futuros do Stoxx 50 - índice que reúne as 50 maiores cotadas da região - estão a valorizar 0,9%, enquanto que os futuros do norte-americano S&P 500 avançam 0,5%. A mesma tendência positiva também marcou a sessão asiática, durante a madrugada em Lisboa, com os índices do Japão e da China a escalarem 1,5% e 1,6%, respetivamente. 

Na sua primeira conferência de imprensa desde que tomou posse, Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, duplicou a meta do plano de vacinação, almejando agora dar 200 milhões de doses da vacina anti covid-19 até ao final de abril, data que marcará o seu centésimo dia como residente da Casa Branca.

Para além de reforçar o seu compromisso com a vacinação no país, Biden sublinhou a rivalidade com a China, alegando que Pequim não irá ultrapassar Washington como a economia mais poderosa do mundo no seu mandato. Contudo, não referiu se iria ou não cortar as tarifas sobre aplicadas ao país rival. 

Os bancos nos Estados Unidos conheceram uma ganho extra no final da sessão em Wall Street, depois de a Reserva Federal dos Estados Unidos ter sinalizado o final dos limites para a distribuição de dividendos.

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