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Juros de Portugal renovam mínimos de um ano

As 'yields" pedidas para transaccionar obrigações portuguesas a dez anos no mercado secundário caíram esta segunda-feira para o valor mais baixo desde Agosto de 2016.

portugal bandeira
portugal bandeira Bloomberg
14 de Agosto de 2017 às 15:12

As "yields" associadas à negociação da dívida portuguesa em mercado secundário acompanham esta segunda-feira, 14 de Agosto, o alívio das pares do sul da Zona Euro, no dia em que o INE deu conta da estabilização do crescimento da economia no primeiro trimestre.

Os juros associados aos títulos de dívida a 10 anos – taxa de referência – chegaram a negociar nos 2,804%, um recuo de 4,9 pontos base que levou o valor a um mínimo de 16 de Agosto de 2016. No prazo a cinco anos, os juros estão em mínimos de Janeiro do ano passado.

Um dos prazos mais beneficiados é, segundo traders citados pela Bloomberg, a maturidade a quatro anos (vence em 2021), em que uma maior procura pelas obrigações leva as "yields" a mínimos de 10 meses.

A tendência de queda está a estender-se também às obrigações espanholas, que no prazo a dois anos caem 6 pontos base para um mínimo histórico de -0.362%. Segundo a mesma agência noticiosa, apesar de não haver uma justificação específica para os alívios, este comportamento demonstra que o sector está mais atractivo, numa altura em que se reduzem as preocupações com a tensão entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte.

Em Portugal, o recuo ocorre no dia em que o Instituto Nacional de Estatística divulgou a primeira leitura do crescimento do PIB no segundo trimestre, que manteve a subida de 2,8% registada no trimestre precedente, acima da média europeia. Resultados sustentados por um aumento do investimento e penalizados pelo comércio internacional.

O alívio reflecte-se também no prémio de risco – diferencial entre os juros pedidos para transaccionar dívida portuguesa e alemã nos mesmos prazos – que recua para os 239 pontos-base, a reflectir um agravamento das ‘yields’ da dívida germânica acompanhando a tendência vivida também em França.

Neste âmbito, a Reuters aponta para uma reacção do mercado em relação aos dados melhores do que o previsto para o crescimento da economia japonesa - que no segundo trimestre avançou ao ritmo mais elevado em mais de dois anos –, e da produção industrial no bloco do euro (que, apesar de uma queda em cadeia, evoluiu 2,6% em termos homólogos).

Factores que poderão pesar na política monetária das duas regiões económicas, nomeadamente sustentando uma possível retirada dos estímulos, como o programa de compra de dívida soberana do Banco Central Europeu que vem sustentando os alívios nos juros das obrigações periféricas.

(valor no segundo parágrafo alterado às 15:22 para reflectir cotação correcta)

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