António Costa: Não existe solução para as cheias em Lisboa

António Costa: Não existe solução para as cheias em Lisboa

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, disse hoje que "não existe solução" para as cheias na cidade, refutando as críticas dos partidos da oposição que pedem a execução do plano de drenagem.
Negócios 14 de outubro de 2014 às 16:49

"O plano de drenagem não faz desaparecer estas situações. A solução não existe", afirmou hoje o autarca, à entrada para a assembleia municipal, quando questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de ocorrência de inundações como as que se registaram na segunda-feira e o impacto que poderá ter o plano.

 

Segundo o socialista, "não haverá nenhum sistema de drenagem que permitirá evitar situações deste género", podendo apenas "minorar" o problema.

 

António Costa reforçou ainda que a situação verificada na segunda-feira, com inundações em várias zonas da cidade, nada teve a ver com a falta de limpeza das sarjetas e dos sumidouros.

 

Na segunda-feira, PSD, CDS-PP e PCP (com assento na Câmara de Lisboa) solicitaram a execução do plano de drenagem da cidade, aprovado em reunião camarária em 2008 e com um prazo de 20 anos.

 

O responsável referiu que a chuva verificada na segunda-feira entre as 14:00 e as 15:00 foi "absolutamente anormal", coincidiu com os "períodos de enchente" e traduziu-se no "dobro" do que se registou a 22 de Setembro, dia em que a precipitação coincidiu com o pico da maré.

 

"Temos de ter consciência de que estamos sempre sujeitos a situações atmosféricas anómalas e, perante situações atmosféricas anómalas, as consequências são anómalas", acrescentou o presidente da Câmara de Lisboa.

 

Salientando o papel dos serviços municipais, das freguesias e dos comerciantes, António Costa justificou as inundações com os graus de permeabilização e de urbanização da cidade.

 

Sobre o plano de drenagem, que envolve um investimento de 153 milhões de euros, o autarca disse que as medidas previstas "permitirão a montante diminuir os caudais e a velocidade de escoamento dos caudais", mas não os eliminam.

 

Por exemplo, no caso da Rua de São José e da Avenida da Liberdade, "a natureza será sempre mais forte do que nós", indicou.

 

Questionado pelos jornalistas sobre o apuramento de responsabilidades, reivindicado pela oposição, António Costa afirmou ainda que "São Pedro goza de um estatuto de imunidade que está acima das responsabilidades".

 

Na sua intervenção no debate anual sobre o estado da cidade, que decorre esta tarde na assembleia municipal, o autarca anunciou que vai propor, na próxima reunião do executivo municipal, a "constituição de uma equipa de missão com a incumbência específica de dar execução pelo município ao plano geral de drenagem e preparar a indispensável candidatura do seu financiamento, através do Fundo de Coesão".




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mais votado IS, Lisboa Há 1 dia

A presidência da CML já não interessa a António Costa que está , deliberadamente, mais focado na imagem que projecta nos media e em colocar a política à frente de decisões fundamentadas tecnicamente para resolução deste tipo de problemas!

comentários mais recentes
Mario Afonso Há 1 semana

Antonio Costa estava tão entretido a mandar mails que nem reparou que Lisboa esta transformada num lago

Antonio Ribeiro Há 2 semanas

Agora é o Costa, O Costa é bluff .O homem só tem na cabeça frases feitas..Ainda não vi uma ideia para um rumo.em que o País se possa orientar.Qualquer gajo que apareça na televisão,é logo meio caminho para a idolatria histérica. Este Costa é um exemplo,como foi Sócrates,como foi Seabra,E nota-se que em Lisboa não houve melhoria nenhuma desde a entrada dele. Eu é que já não enfio mais barretes ,Estou farto de comentadores,

Maria Magalhães-BRAGA Há 4 semanas

Ó gente reles ordinária da corga do PSD e do Cavaco. que são os maiores corruptos deste pais que continuam a culpar os outros por aquilo que eles próprios fizeram.

Anónimo Há 4 semanas

Uma bandalheira! Um país de alto a baixo completamente despido... Pouco existe a comentar... só se abana a cabeça em negativo e sorri-se... sarcásticamente e com uma grande tristeza... É o nosso país...

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