Economia A relação dos portugueses com o dinheiro em seis gráficos

A relação dos portugueses com o dinheiro em seis gráficos

Os portugueses gostam muito de usar moedas e notas no dia-a-dia: usam-nas em 8 em cada dez pagamentos. Mas ao mesmo tempo são dos que menos dinheiro vivo trazem na carteira: em média apenas 29 euros, o valor mínimo na Zona Euro, comparável apenas aos 32 euros de França, e muito longe dos 100 euros que alemães e luxemburgueses trazem nos bolsos.
Rui Peres Jorge 31 de dezembro de 2017 às 12:00


Estes são alguns dados de um inquérito encomendado pelo BCE e que pela primeira vez estuda a relação dos europeus com o dinheiro no dia-a-dia.

 

Da informação recolhida sobre Portugal fica-se a saber também que, em média, cada pagamento em dinheiro não chega a 8 euros (outro mínimo europeu), enquanto que em cartão atinge os 30 euros, mais próximo da média europeia. E que em cada dez dias, os portugueses fazem 14 compras a dinheiro, mas apenas 3 com cartão.

 

Noutras dimensões, o relatório evidencia que os portugueses estão entre os que consideram que levantar dinheiro no multibanco ou aos balcões é muito fácil e barato – o que pode ajudar a explicar que tendam a andar com pouco dinheiro na carteira. E diz-nos ainda que não é apenas na carteira que trazem pouco dinheiro, é também debaixo do colchão. É que se cerca de 27% guarda dinheiro em casa como reserva, só 7% tem mais de mil euros, enquanto 55% tem menos de 250 euros.

 

Entre as conclusões do estudo o BCE destaca que a utilização generalizada do dinheiro, mesmo em contextos de acesso fácil e barato a meios alternativos contraria uma ideia de que o dinheiro vivo está rapidamente a ser substituído pela sua versão electrónica. Ao que parece, os europeus continuam a adorar notas e moedas. Os portugueses que o digam. 

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mais votado Ciifrão Há 2 semanas

Os holandeses é que vão muito à frente, os outros são como nós: atrasados no uso da tecnologia. Falta agora saber quem são os que gostam mais de não pagar.

comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Já estão esquecidas as três bancarrotas? Isto é tudo gente séria... O burro sou eu!

Anónimo Há 2 semanas

A Holanda e afins estão efectivamente muito à frente. Nos portos da Holanda, essa mesma de Dijsselbloem nascido em Eindhoven que é tão somente um centro mundial de inovação e empreendedorismo bem sucedido assente na grande dinâmica, abertura e flexibilidade do mercado de talento e capital, estão a automatizar todas as áreas e departamentos das instalações portuárias. Os colaboradores excedentários vão ser alvo de rescisão contratual apesar de terem organizado umas greves e contratado uma historiadora portuguesa (De onde haveria de ser?) para criar uns relatórios neoluditas com forte inspiração marxista, para apresentar como argumento reivindicativo à Organização Internacional do Trabalho. https://www.portofrotterdam.com/en/cargo-industry/50-years-of-containers/the-robot-is-coming

Anónimo Há 2 semanas

O governo Holandês de Mark Rutte, eleito em 2010, reduziu em 12% o número de colaboradores do sector público holandês num mercado laboral já de si tão flexível. Não o fez por maldade ou mania. O processo está ainda em marcha, como o estará em França e tantos outros lugares. A irracionalidade, a fantasia e a manha são apanágio das forças sindicais e outros lóbis corporativos anti-mercado, anti-equidade e anti-sustentabilidade. Fê-lo com base nos mais correctos, adequados e facilmente justificáveis princípios da boa gestão moderna e da mais elementar racionalidade económica que permitem e fomentam a criação de valor. O putativo Rutte português, àquela época, poderia chamar-se Sócrates ou Passos. Portugal teve a sua oportunidade para se modernizar e desenvolver de modo sustentável e jogou-a fora mais uma vez... Ainda vai a tempo de se redimir. "Dutch to cut up to 12 percent of civil service jobs in five years" http://uk.reuters.com/article/uk-dutch-government-jobs-idUKBRE94M0N520130523

Anónimo Há 2 semanas

O Jornal de Negócios, enquanto órgão de informação económica com notabilidade a nível nacional, que insista na pedagogia e no esclarecimento cabal em relação ás inevitáveis transformações urgentes que se impõem nas economias mais avançadas, às quais a portuguesa, por mais capturada e mal orientada que se afigure, não estará imune se quiser permanecer no chamado Primeiro Mundo. Na Holanda as organizações não dão guarida ao excedentarismo sindicalizado de carreira que atrasa o mais económico e eficiente progresso tecnológico, obstaculiza a justiça social, impede a sustentabilidade do Estado e enfraquece a economia por via do entorpecimento do empreendedorismo, do investimento reprodutivo e da capacidade de inovação. "Fewer people and more technology – that is the plan just announced by ING. The largest financial services company in the Netherlands is getting rid of 7,000 positions." http://www.euronews.com/2016/10/03/netherlands-bank-ing-to-cut-7000-jobs-in-digital-quest

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