Economia Centeno: “Não podemos esconder que existe uma expectativa positiva” sobre a Fitch

Centeno: “Não podemos esconder que existe uma expectativa positiva” sobre a Fitch

O ministro das Finanças espera que o movimento de consolidação das finanças públicas, crescimento económico e queda do desemprego "traga boas noticias a outro nível, na notação da dívida portuguesa".
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Rita Faria 16 de junho de 2017 às 12:56

O ministro das Finanças, Mário Centeno, saudou esta sexta-feira, 16 de Junho, a formalização da saída de Portugal do Procedimento dos Défices Excessivos e admitiu esperar que todo o movimento positivo em torno da economia nacional se reflicta na reavaliação dos ratings atribuídos pelas agências de notação financeira.

 

Centeno falava no final da reunião dos ministros das Finanças da União Europeia, no Luxemburgo, no mesmo dia em que a Fitch vai pronunciar-se sobre o rating do país, que está apenas a um nível de sair de "lixo". O ministro das Finanças admitiu, aos jornalistas, que as expectativas são "positivas".

 

"Há um ano poucos acreditavam na possibilidade que estamos a assistir hoje. E sim, foi possível. Com uma política distinta, que foi durante meses denegrida", afirmou o governante. "É muito claro que a Europa confia no rumo que Portugal está a traçar e que os portugueses não querem um regresso à política que promoveu o empobrecimento. Os portugueses estão mais orgulhosos de Portugal".

 

Recordando também a descida "sustentada" que se tem verificado nos juros da dívida portuguesa, Mário Centeno reconheceu que "a expectativa que temos é que todo este movimento", que compreende a consolidação das finanças públicas, o crescimento económico e a descida do desemprego "traga boas noticias a outro nível, na notação da dívida portuguesa".

 

"A Fitch vai reavaliar essas circunstâncias, e todos esperamos que esta realidade se possa reflectir numa reavaliação efectiva da agência, mas temos de esperar", notou, à saída da reunião do Ecofin. "Não podemos esconder que existe uma expectativa positiva que é partilhada por todos, com as declarações que temos visto".

 

Ainda assim, Centeno sublinhou que o processo de reavaliação das agências é um processo "lento" que "vai decorrer ao longo dos próximos meses". 

"Não teríamos chegado aqui se não estivéssemos a trabalhar todos os dias"

 

Questionado sobre as declarações do vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis – que afirmou que "hoje é o dia para celebrar" e "amanhã para continuar o trabalho árduo" – o ministro das Finanças foi peremptório:  "Não teríamos chegado aqui hoje se não estivéssemos a trabalhar todos os dias", disse.

 

"Não há nenhuma distracção porque estamos muito focados no que é importante, temos consciência que os nossos compromissos se estabelecem em Portugal e são com os portugueses. O resultado também é para eles. Não há mensagens que nos possam abalar", acrescentou.

 

Aos jornalistas, Centeno confirmou que o Governo tem intenção de pagar antecipadamente mil milhões de euros ao FMI, até ao final do mês, estando a aguardar a autorização formal dos parceiros europeus.

 

O pedido para o reembolso antecipado de 10 mil milhões de euros ao Fundo foi feito pelo Governo, em Maio, e avaliado na reunião do Ecofin de hoje. No entanto, ainda não há uma luz verde final, como confirmou o governante.

 

"É um processo mais moroso, o processo administrativo vai levar mais uns dias", adiantou. "Há um enorme consenso sobre a razoabilidade e a importância de concretizar [estes reembolsos antecipados]. Não esperamos nenhuma surpresa, e esperamos fazer uma amortização significativa até ao final do mês", confirmou.

 


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mais votado Anónimo Há 1 semana

Muita desta gente ainda não percebeu que qualquer território, pequeno, médio ou grande, rico, remediado ou pobre, vai inevitavelmente à falência quando à organização falida é atribuído subsídio para que aquela vá adiando a declaração de falência, ao posto de trabalho desnecessário ou desadequado é conferida protecção legal para que não seja extinto, ao pensionista de hoje é dado tudo mesmo que quem faça a dádiva saiba que nada sobrará para os de amanhã e ao governante irresponsável e populista é dado o poder absoluto.

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pertinaz Há 1 semana

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Anónimo Há 1 semana

Bandido? Quem me saqueou a reforma não foram estes.

Anónimo Há 1 semana

Bandido. Está a preparar-me um saque. PQP!

Anónimo Há 1 semana

Muita desta gente ainda não percebeu que qualquer território, pequeno, médio ou grande, rico, remediado ou pobre, vai inevitavelmente à falência quando à organização falida é atribuído subsídio para que aquela vá adiando a declaração de falência, ao posto de trabalho desnecessário ou desadequado é conferida protecção legal para que não seja extinto, ao pensionista de hoje é dado tudo mesmo que quem faça a dádiva saiba que nada sobrará para os de amanhã e ao governante irresponsável e populista é dado o poder absoluto.

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