Desporto Coentrão aceita pagar 1,7 milhões ao fisco espanhol

Coentrão aceita pagar 1,7 milhões ao fisco espanhol

O jogador do Real Madrid pagou 1,7 milhões de euros para regularizar a sua situação com o fisco espanhol.
Coentrão aceita pagar 1,7 milhões ao fisco espanhol
reuters
Negócios 03 de julho de 2017 às 13:39

Fábio Coentrão, jogador do real Madrid que segundo a imprensa está a caminho de Alvalade, compareceu esta segunda-feira, 3 de Julho, num tribunal espanhol para regularizar a sua situação com o fisco.

 

De acordo com o jornal As, o internacional português aceitou pagar 1,7 milhões de euros depois de ter sido acusado de fuga ao fisco e desvio de receitas obtidas com direitos de imagem para paraísos fiscais.

 

De acordo com a mesma fonte, Coentrão terá utilizado o mesmo esquema de Cristiano Ronaldo, que também está a ser investigado pelo fisco espanhol.

 

Tal como o seu ainda colega de equipa no Real de Madrid, Ronaldo também terá utilizado o mesmo esquema para pagar menos impostos em Espanha. Falcão, que também é representado pelo agente Jorge Mendes, recorreu igualmente à mesma prática.

 

Os três jogadores têm em comum o facto de terem recorrido a triangulações de rendimentos através de paraísos fiscais e a Irlanda para se furtarem ao pagamento de impostos, e de terem usado a mesma sociedade irlandesa que outros jogadores do agente Jorge Mendes

 

Segundo avançou em Maio o El Mundo, jornal espanhol que integrou a rede de órgãos de comunicação social que denunciaram o Football Leaks, Fábio Coentrão foi acusado de defraudar o fisco espanhol em 1,29 milhões de euros através do recurso da sociedades do Panamá e da Irlanda. As suspeitas de fraude fiscal remontam aos exercícios de 2012, 2013 e 2014.

O jogador português terá simulado em 2011 ter cedido os seus direitos de imagem à sociedade Rodinn Company INC, domiciliada no Panamá, que, por seu turno, os cedeu à Multisports & Image Management Limited, domiciliada na Irlanda.

 

Quando foi contratado para jogar no Real Madrid, Fábio Coentrão terá mantido a estrutura societária com o objectivo de manter "opacas" as receitas sobre os seus direitos de imagem, descreveu em Maio o El Pais a partir da acusação.




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