Política Costa vai a Belém ao final da tarde

Costa vai a Belém ao final da tarde

O primeiro-ministro e o Presidente da República encontram-se ao final da tarde em Belém, depois da demissão da ministra da Administração Interna e de um discurso duro de Marcelo para com o Executivo.
Costa vai a Belém ao final da tarde
Miguel Baltazar/Negócios
Marta Moitinho Oliveira 18 de outubro de 2017 às 10:24
O primeiro-ministro vai esta quarta-feira a Belém, ao final da tarde, reunir-se com o Presidente da República. O encontro de António Costa com Marcelo Rebelo de Sousa acontece depois de um discurso duro do chefe de Estado para o Governo e poucas horas após a demissão da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa. 

A reunião acontecerá depois de terminados os debate no Parlamento (quinzenal e preparação do Conselho Europeu), marcado para as 15:00, e as audiências que o Presidente tem já ao início da noite. Às 20:00, o CDS é recebido por Marcelo Rebelo de Sousa. Uma hora depois será a vez do PCP. Os tempos indicados na agenda parlamentar apontam para que António Costa consiga sair do Palácio de S. Bento por volta das 17:30.  

Para já ainda não é claro se Costa irá a Belém para levar já o nome do substituto de Constança Urbano de Sousa. 

Na terça-feira, a ministra da Administração Interna pediu formalmente a demissão ao primeiro-ministro. Na carta, que foi disponibilizada pelo gabinete do chefe do Executivo, Constança Urbano de Sousa explica que pediu a Costa para sair do Governo desde a tragédia de Pedrógão, onde morreram 64 pessoas vítimas de incêndios, um pedido que Costa travou. 

O pedido formal surge agora depois de uma nova tragédia motivada por incêndios, onde já foram contabilizados 42 mortos.

O gabinete de António Costa informou esta manhã que o primeiro-ministro aceitou hoje o pedido de Constança Urbano de Sousa. 

Na terça-feira à noite, o Presidente da República fez uma declaração ao país onde foi muito duro para com o Governo. Não só não deixou espaço para a continuidade de Constança Urbano de Sousa à frente do cargo, como avisou o Executivo que se há margens orçamentais elas têm de ser usadas com a reforma das florestas e pediu ao Executivo que olhasse para as populações afectadas e não para as que se manifestam em Lisboa. 

Mais: Marcelo Rebelo de Sousa avisou ainda que usará os seu poderes para que seja feito o que é preciso fazer em matéria de combate a incêndios e reforma da floresta, colocando assim uma espada não só sobre a ministra, mas também sobre o primeiro-ministro.    
   
(Notícia actualizada às 10:44)



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