Economia Dívida pública terá em 2017 a maior redução em 19 anos, diz Centeno

Dívida pública terá em 2017 a maior redução em 19 anos, diz Centeno

O ministro das Finanças tem a certeza de que a dívida pública de Portugal, em percentagem do PIB, se vai reduzir este ano. E de forma bastante expressiva.
Dívida pública terá em 2017 a maior redução em 19 anos, diz Centeno
Miguel Baltazar
Carla Pedro 17 de setembro de 2017 às 21:05

Mário Centeno afirmou esta noite, em entrevista ao Telejornal na RTP1, que a dívida pública vai diminuir este ano. "Vai reduzir-se, isso é uma certeza. A própria S&P já faz referência a isso", disse.

"No fim do ano, prevemos ter a dívida pública em 127,7% do PIB. Em relação ao final do ano passado, será a maior redução em 19 anos da dívida pública em percentagem do PIB", sublinhou o ministro das Finanças.

A contribuir para esta meta está o reembolso de uma Obrigação do Tesouro com maturidade em Outubro, no valor de seis mil milhões de euros. "Em Outubro vamos pagar seis mil milhões de euros e o Estado já se endividou para fazer face a essa exigência", afirmou.

A convicção de Centeno é a de que "a dívida pública vai cair nos próximos anos de forma consecutiva, até estabilizar todas as condições de financiamento da economia portuguesa". 



Descongelamento das carreiras: medida difícil mas que vai ser implementada

 

Mário Centeno referiu ainda que "temos também uma medida que já estava prevista no programa de governo e que é o descongelamento das carreiras". "Esse é um aspecto crucial para o desenvolvimento profissional dos trabalhadores da função pública, pois as carreiras estão congeladas há oito anos".

 

"Estamos a devotar muitos recursos à análise e adequação desta medida, que é difícil mas vai ser implementada. Os enfermeiros vão estar também enquadrados na dimensão do congelamento das carreiras", frisou o governante, dizendo que "é possível" acomodar algumas das reivindicações desta classe - que tem nova greve marcada, agora para 3, 4 e 5 de Outubro.

"Vamos ver como decorrem as negociações, não quero antecipar resultados finais", destacou.

IRS: Vai haver desagravamento fiscal em todos os escalões

 

Questionado sobre as notícias de uma reunião e tentativa de acordo entre o Ministério das Finanças e o PCP e Bloco de Esquerda em relação ao próximo Orçamento do Estado e sobre se há viabilidade de um acordo em relação aos escalões do IRS, Centeno respondeu que "fizemos o mesmo tipo de reuniões para os dois Orçamentos anteriores. As reuniões de agora têm a mesma natureza".

 

"Vai haver esta reunião e outras, numa óptica construtiva, como tem acontecido em todos os outros momentos de debate e negociação, visando a redução da carga fiscal. E o OE2018 vai ter, pelo terceiro ano consecutivo, uma redução carga fiscal centrada nos rendimentos do trabalho – tal como prometido no programa de governo", acrescentou.

 

"Esse objectivo é inequívoco. Vamos trazer um alívio adicional da carga fiscal. A sobretaxa vai ser eliminada e todos os escalões do IRS vão ser desagravados no próximo ano", salientou o ministro das Finanças.



(notícia actualizada às 21:29)




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mais votado JCG 18.09.2017

valor da dívida em % do PIB. Pois é a única medida que exista para perceber a capacidade que um País tem de pagar a sua dívida... ai é? não me diga?

A capacidade de um país para pagar a sua dívida depende do serviço da dívida, ou seja, mais ou menos do valor das prestações teóricas que é preciso pagar e isso depende em muito das taxas de juro.

Mas também depende e em muito de outra coisa: da circunstãncia de essa dívida ser interna ou externa. Um país, uma economia, suporta melhor uma dívida elevada interna que externa. Se for externa, o pagamento de juros ao exterior corresponde a um valor ou montante que é amputado à riqueza do país, é como uma sangria, que a partir de certo ponto o corpo começa a perder forças e a já não conseguir repor o sangue que perdeu.

O que nos tem valido são as taxas de juro muito baixas. A subida em 1 ponto percentual da taxa média da dívida representa quase 2,5 mil milhões de euros. Imaginem que as taxas começam a disparar...

comentários mais recentes
nuno 18.09.2017

A dívida não vai descer. O que provavelmente irá descer será a proporção da dívida em comparação com o PIB.
Enquanto o défice for positivo, a dívida irá sempre aumentar.

Anónimo 18.09.2017

só fico descansado quando a dívida se aproximar dos 100% do PIB... até lá não podemos deitar foguetes!

JCG 18.09.2017

De um tipo que vem aqui e chama ignorantes aos outros espera-se que deixe alguns raciocínios ou esclarecimentos que ajudem os ignorantes a melhorar a sua compreensão das coisas.

Não o fazendo, então só se pode deduzir que o tipo é um mero petulante. Espécie de que o nosso pais é grande produtor. Petulantes e xicos-espertos.

Ricardo 18.09.2017

As pessoas que aqui comentam salvo as devidas excepções não são mal formadas. São ignorantes só podem! Um bom dia para todos.

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