Europa Eleições alemãs agendadas para 24 de Setembro

Eleições alemãs agendadas para 24 de Setembro

Já é oficial: as eleições legislativas germânicas terão lugar no domingo dia 24 de Setembro, depois de o presidente da Alemanha ter aceitado a data proposta pelo Governo.
Eleições alemãs agendadas para 24 de Setembro
Reuters
David Santiago 18 de janeiro de 2017 às 12:00

É oficial, as eleições legislativas alemãs foram marcadas para o dia 24 de Setembro, um domingo, adianta a AFP. O presidente da República alemão, Joachim Gauck, aprovou esta quarta-feira, 18 de Janeiro, a data apresentada pelo Governo alemão liderado pela chanceler Angela Merkel.

 

Chefe do Governo germânico desde 2005, a chanceler Merkel já anunciou, no final do ano passado, que irá concorrer a um quarto mandato, liderando assim a lista do maior partido do centro-direita alemão (CDU).

 

Nesta altura o partido-júnior que forma a actual coligação governamental, os sociais-democratas do SPD não anunciaram ainda oficialmente o seu candidato.

 

Depois de Martin Schulz, desde ontem ex-presidente do Parlamento Europeu, ter gorado as expectativas iniciais geradas aquando do anúncio de que pretendia regressar à política interna alemã, anunciando que não se candidatará pelo SPD contra Merkel, o nome do actual líder social-democrata e vice-chanceler, Sigmar Gabriel, volta a ganhar força.

 

Gabriel mostra-se relutante quanto à possibilidade de enfrentar novamente a sua actual colega de Governo, o que também se explica pela muito provável derrota do SPD, partido que vem caindo nas sondagens e que surge nos últimos meses sempre em torno de 20% das intenções de voto.

 

Contudo, não há muitas alternativas a Sigmar Gabriel e, como disse um deputado do SPD, citado pelo site Politico, sob a condição de anonimato, "entre todas as opções de que dispomos, ele é a melhor".

 

Tendo como praticamente certa a vitória, o maior dilema de Angela Merkel passa por saber com que força ou forças poderá constituir uma coligação de Governo com apoio maioritário no Parlamento germânico (Bundestag).

 

Isto porque o partido de extrema-direita, eurocéptico e anti-imigração, Alternativa para a Alemanha (AfD), tem crescido nas sondagens, muito à custa da quebra dos restantes partidos e potenciais aliados da CDU de Merkel em negociações com vista à formação de Governo.

 

Uma sondagem realizada pela INSA/YouGov, divulgada na passada terça-feira, atribuía a vitória à CDU com 33,5% dos votos, ficando o SPD na segunda posição com apenas 21%. O AfD deverá assegurar o terceiro lugar, com esta sondagem a conferir-lhe 13,5%. O partido de extrema-esquerda Die Linke surge depois com 11,5% e os Verdes com 8,5%.




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