Economia Emigração portuguesa para os EUA subiu no ano da eleição de Trump

Emigração portuguesa para os EUA subiu no ano da eleição de Trump

Pela primeira vez em quase dez anos, a emigração lusa para os Estados Unidos ultrapassou as mil entradas. Ainda assim, a maior economia do mundo foi o destino de apenas 1% dos cerca de 100 mil que emigraram em 2016.
António Larguesa 30 de janeiro de 2018 às 14:59

A entrada de portugueses nos Estados Unidos aumentou 17% em 2016 - o maior crescimento percentual em oito anos - para 1.006 novos emigrantes, naquele período que ficou marcado pela longa e disputada campanha eleitoral para a Presidência, que acabou por conduzir Donald Trump à Casa Branca.

Segundo os dados oficiais divulgados pelo "US Department of Homeland Security", o número de portugueses que rumaram à maior economia do mundo ultrapassou os quatro dígitos pela primeira vez desde 2007. Ainda assim, a emigração lusa representou apenas 0,1% das entradas totais naquele destino, que ascenderam a quase 1,2 milhões de imigrantes.

 

Analisando a série longa de estatísticas, desde o início do século, "a variação do número de entradas de portugueses nos EUA tem, no geral, acompanhado as variações da imigração total naquele país", assinalou o Observatório da Emigração, que cita estes valores inscritos no "2016 Yearbook of Immigration Statistics".

 

O valor máximo de entradas (1.609) de portugueses neste período foi batido em 2001, mas os atentados terroristas de 11 de Setembro desse ano, em Nova Iorque, provocaram uma quebra acumula de 57% nos dois anos seguintes. A partir de 2004 verifica-se uma recuperação nestes valores, ainda que tenha sido sempre mais acentuada nos originários de outros países. Aliás, o valor mínimo no que toca a provenientes de Portugal foi registado em 2010, quando apenas 755 entraram no país então presidido por Barack Obama.

 


Baixo peso num destino clássico da emigração

 

Inês Vidigal, investigadora do Observatório liderado por Rui Pena Pires, assinalou ainda que a emigração para os EUA "mantém-se reduzida" também em percentagem (1%) do total de portugueses que saíram do país. É que, de acordo com o relatório apresentado no passado dia 28 de Dezembro, em 2016 emigraram cerca de 100 mil pessoas, menos dez mil do que no ano anterior, o que acentuou a tendência de descida iniciada em 2013.

 

Em termos de 'stock', "a França continua a ser o país estrangeiro onde vive um maior número de pessoas nascidas em Portugal, que superam as 600 mil. Ainda acima dos cem mil emigrantes portugueses residentes, segundo as contagens oficiais mais recentes disponíveis para os vários países, estão a Suíça (216 mil), os Estados Unidos (148 mil), o Canadá (143 mil), o Brasil (138 mil), o Reino Unido (131 mil), a Alemanha (112 mil) e a Espanha (100 mil).




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comentários mais recentes
Anónimo 30.01.2018

Foram os pafianos com saudades do Passos. Lol

Anónimo 30.01.2018

Emigracao portuguesa clandestina para os EUA subiu no ano da eleicao de Trump; fugindo assim a POBREZA! socialista!!

General Ciresp 30.01.2018

Ora FODA-SE,agora entendo porque e q o desemprego em portugal desce:.sao as toneladas a irem para a reforma,outros tantos a irem para debaixo da terra e ainda mais esta.posso concluir q a descida e mais lenta q a descida da divida dos da capital ELITARIA.Esperemos q Trump nao nos peca guita p o muro

Incrivel 30.01.2018

Como é que é possível ir para uma país de mierda como essa coisa americana.

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