Economia FCSH resgatou liberdade de expressão de "envolvência de perigo", diz director

FCSH resgatou liberdade de expressão de "envolvência de perigo", diz director

O director da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) de Lisboa disse esta segunda-feira que a FCSH assegurou a liberdade de expressão, "resgatando-a de uma envolvência de perigo", ao adiar uma conferência do politólogo Jaime Nogueira Pinto.
FCSH resgatou liberdade de expressão de "envolvência de perigo", diz director
Lusa 13 de março de 2017 às 23:46

Numa mensagem electrónica dirigida aos alunos, professores, investigadores e pessoal não docente, Francisco Caramelo refere que "a decisão de adiar a conferência foi um acto pensado e debatido colectivamente com a direcção da faculdade".

 

"Garantimos a liberdade de expressão, resgatando-a de uma envolvência de perigo e da probabilidade de violência", sustentou, acrescentando que "hoje tomaria, em consciência, a mesma decisão".

 

A conferência com o politólogo Jaime Nogueira Pinto (na foto), "Populismo ou democracia? O Brexit, Trump e Le Pen em debate", que esteve prevista para terça-feira passada, não se realizou por decisão da direcção da faculdade, que invocou "ausência das indispensáveis condições de normalidade".

 

Na mensagem de hoje, o diretor da FCSH (da Universidade Nova de Lisboa) sublinha que "nunca se tratou de uma anulação definitiva da conferência", mas "de adiar para uma data próxima em que a mesma pudesse ter lugar em ambiente sereno".

 

O diretor da FCSH adiantou que se reuniu, na sexta-feira, com Jaime Nogueira Pinto e que o convidou para proferir uma conferência na faculdade. O convite foi aceite e a palestra "será marcada em função das disponibilidades do conferencista".

 

Francisco Caramelo relatou que o movimento Nova Portugalidade, que promovia a conferência de terça-feira passada, exigiu na véspera do evento, em contactos telefónicos com a faculdade, "a presença da polícia antes e durante" a palestra.

 

Face à recusa da FCSH, o movimento indicou que levaria dez homens, "que estariam na sala durante a conferência e que garantiriam a segurança do evento".

 

A direcção da faculdade, esclarece Francisco Caramelo, "não poderia pactuar com essas exigências", uma vez que "a probabilidade de violência era muito elevada e o perigo considerável".

 

Segundo o diretor da FCSH, a direcção da faculdade "começou a receber sucessivas informações e indicações relativas a possíveis confrontos e insegurança à volta da conferência", depois de ter recusado cancelar o evento, na sequência de uma moção aprovada em Reunião-Geral de Alunos.

 

A moção exigia o cancelamento da conferência, com a alegação de que o evento estava "associado a argumentos colonialistas, racistas, xenófobos".


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comentários mais recentes
Anónimo 14.03.2017

um verdadeiro Caramelo fora de prazo com a cabeça feita pela Raquel Varela e outras luminárias quejandas que são pagas pelos nossos impostos para andarem com a esquerda caviar ao colo...

pertinaz 14.03.2017

CARMELO ... ESTÁ TUDO EXPLICADO ...

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