Europa Merkel candidata-se ao quarto mandato

Merkel candidata-se ao quarto mandato

A chanceler alemã, Angela Merkel, irá recandidatar-se pela União Democrata-Cristã (CDU) nas eleições do próximo ano, avançou hoje o jornal alemão Bild.
Merkel candidata-se ao quarto mandato
Reuters
Negócios com Lusa 20 de Novembro de 2016 às 15:27

De acordo com a publicação, Merkel anunciou que está pronta a assumir o desafio da liderança pelo seu partido, que esteve reunido em Berlim este domingo.

 

Este anúncio surgiu pouco depois de ter começado o encontro da direcção do partido conservador, que marcou uma conferência de imprensa da sua líder para as 18:00 (17:00 em Lisboa). As eleições deverão realizar-se no Outono do próximo ano.

 

Após o encontro, membros do partido citados pela Bloomberg confirmaram a informação. A chanceler disse, nessa reunião, que quer ser reeleita para "trazer estabilidade e rumo nestes tempos difíceis".

 

Agora, a sua candidatura irá a votos na convenção anual da CDU, em Essen, em inícios de Dezembro.


Talvez já sabendo da sua intenção em recandidatar-se, o Presidente Barack Obama afirmou no encontro com a chanceler na quinta-feira (na foto) que "se pudesse votaria em Merkel". 

Merkel, presidente da CDU desde 2000, assumiu as rédeas da primeira potência europeia em 2005, ao vencer nas urnas o social-democrata Gerhard Schröder.

 

De acordo com uma sondagem publicada hoje pelo jornal Bild, 55% dos alemães concorda que Merkel lidere o país numa quarta legislatura, 13 pontos mais do que os registados numa sondagem de Agosto.

Isto apesar de a CDU ter passado por alguns desaires eleitorias nos últimos meses. Por exemplo, no início de Setembro, sofreu uma pesada derrota no estado de Mecklenburg-Vorpommern, onde Angela Merkel nasceu, ficando em terceiro lugar e atrás do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha. A 18 de Setembro a CDU registou a pior votação de sempre em Berlim.

Se as eleições fossem hoje, segundo aquela sondagem realizada pelo instituto Emnid, a CDU e a CSU conseguiriam 33% dos votos, ficando nove pontos à frente dos sociais-democratas.

 

Com eles no Parlamento estariam, como agora, Os Verdes (12%) e A Esquerda (9%), e entrariam a Alternativa para a Alemanha (Afd), com 13% dos votos e regressariam os liberais do FDP com 5%.

(notícia actualizada às 18:32)




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5640533 Há 1 semana

Irra! Não há salvação à vista. A incompetência sempre a abrir.

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