Economia Ministro da Economia espera subida do rating de Portugal a partir deste ano

Ministro da Economia espera subida do rating de Portugal a partir deste ano

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, disse esperar que as agências de notação financeira melhorem o rating de Portugal "ainda neste ou no próximo ano", lembrando os números positivos da economia, do emprego e do défice.
Ministro da Economia espera subida do rating de Portugal a partir deste ano
Lusa 28 de maio de 2017 às 17:05

Em declarações aos jornalistas no final das intervenções que fez este domingo na conferência Horasis Global Meeting, que decorre até terça-feira em Cascais, Caldeira Cabral vincou que "os números do défice, do crescimento económico e do emprego este ano justificam, naquilo que é a análise normal dos ratings, uma revisão".

 

Para o ministro, que disse ter já tido reuniões com várias agências de rating este ano, estes dados justificam uma revisão, a começar pela perspectiva de evolução ("outlook), já no segundo semestre, e depois numa revisão em alta, no princípio de 2018.

 

"Não estamos a pedir nem defender que nos façam um favor, mas só uma análise justa e hoje Portugal está em melhor situação, com números muito mais positivos", disse o ministro, vincando que "os números são mais positivos e justificam uma revisão do rating.

 

Questionado sobre os indicadores positivos mais favoráveis e a lentidão no processo de subida da avaliação da qualidade do crédito soberano, Caldeira Cabral respondeu que "isso já se nota no tom mais positivo que está expresso nos relatórios internacionais sobre Portugal", mas admitiu que "ainda falta refletir essas melhorias no rating".

 

Segundo o governante, "há algum conservadorismo" das agências de rating na mudança destas avaliações, que, disse com humor, "quando é para descer parece que vão de elevador, mas quando é para subir parece que vão de escadas".

 

Estas instituições, concluiu, "demoram um certo tempo, mas os números já são suficientemente sólidos e os do terceiro trimestre vão confirmar a solidez do crescimento, e serão suficientes para começar o processo de subida do 'rating', que demorará o seu tempo, mas deverá acontecer".

 

O ministro falava aos jornalistas já depois de ter participado num almoço-conferência, moderado por uma editora de políticas públicas da revista britânica The Economist, no qual, depois de passar em revista os principais argumentos de Portugal para atrair investimento estrangeiro, foi questionado pela assistência sobre as principais medidas que tomou para melhorar os indicadores económicos.

 

Referindo-se ao "milagre de Lisboa", que consistiu na redução do défice orçamental e na aceleração do crescimento económico, a moderadora do debate, a editora Anne McElvoy quis saber como ia Portugal lidar com "o elefante na sala", referindo-se aos cerca de 130% de dívida pública.

 

"O elemento-chave é controlar a despesa pública e fomentar o crescimento", respondeu Caldeira Cabral, apontando a redução na dívida privada e o trabalho de injeção de confiança nos agentes económicos como fatores que influenciam a evolução da economia.

 

"Usar os fundos estruturais para financiar investimentos, imprimir confiança nas pessoas, não reduzindo salários nem pensões, e acelerar a captação de Investimento Directo Estrangeiro" são as três medidas que o governante elegeu como as mais importantes tomadas no último ano para melhorar os indicadores económicos.




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mais votado Anónimo 28.05.2017

Ao contrário da situação nos países ricos e desenvolvidos, o excedentarismo em países atrasados, cheios de pobreza, miséria e subdesenvolvimento, como na África Subsariana, é desprezável, ou um mal necessário, na medida em que como não existe um sistema público de segurança social nem outras estruturas do Estado de Bem-Estar Social, o excedentarismo acaba por cumprir, ainda que parcialmente e de forma muito limitada, as mais fundamentais e estruturantes funções sociais dos Estados de Bem-Estar Social já bem estabelecidos no Primeiro Mundo. No Primeiro Mundo, onde existem condições para criar valor do mais elevado quilate, mesmo com escassez de recursos naturais, o excedentarismo, nas organizações públicas e privadas, é um cancro económico e social que extrai valor do Estado, incluindo o Estado Social, da economia e da sociedade, tendo por isso que ser combatido sem piedade, a par com os flagelos da corrupção política, do compadrio e demais formas de cleptocracia instituída.

comentários mais recentes
Anónimo 29.05.2017

Contrata o talento de que precisas rapidamente. Despede os excedentários de que não precisas ainda mais rapidamente. Depois vem a geringonça, cria uns subsídios, o pessoal fica iludido, vende o voto, e o governo distorce os mercados de factores todos até que o país vá à falência. A pandilha prevaricadora fica com um pé de meia jeitoso e o resto que se phod...

Lol 29.05.2017

Povinho ordinareco desconfiado e maldizente e merdoso um escarro

lol para ti Filho de uma Vaca! 28.05.2017

ranhosito és tu Filho de uma Bosta. Quem não vos conheça que vos compre!

lol 28.05.2017

Povinho desconfiado e ranhosito

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