Economia Montijo: Deslocalização da Força Aérea exige 130 milhões nos próximos cinco anos

Montijo: Deslocalização da Força Aérea exige 130 milhões nos próximos cinco anos

O Chefe do Estado Maior da Força Aérea aponta constrangimentos na operação a partir do início da construção no novo aeroporto do Montijo. Num primeiro momento estima que a deslocalização para outras bases custe 130 milhões de euros, a que mais tarde se somarão outros 240 milhões por causa da base de tiro de Alcochete.
Montijo: Deslocalização da Força Aérea exige 130 milhões nos próximos cinco anos
Miguel Baltazar/Negócios
Maria João Babo 18 de julho de 2017 às 12:14

O Chefe do Estado Maior da Força Aérea, Manuel Teixeira Rolo (na foto), estima em 130 milhões de euros os custos de deslocalização de um conjunto de frotas nos próximos cinco anos, com a construção do aeroporto complementar do Montijo.

À margem da conferência parlamentar sobre o novo aeroporto, o responsável contabilizou ainda em mais 240 milhões de euros o custo com a deslocação das operações do campo de tiro de Alcochete. Algo que não será necessário para já, disse, mas por volta dos anos 2023 ou 2024.

Desta forma, contabiliza em 370 milhões de euros os custos que a nova infraestrutura implicará relativamente à Força Aérea, custos adicionais que entende que o Estado pode discutir com a ANA. Até porque, explicou, a saída da Força Aérea do Montijo permitirá à gestora dos aeroportos nacionais aumentar a capacidade do Montijo no futuro.

Manuel Teixeira Rolo salientou os constrangimentos que o futuro aeroporto de Lisboa vai ter na operação da Força Aérea e antecipou que a saída dos militares vai ter de acontecer mais cedo do que o previsto.

Como sublinhou, "é expectável que o número de 24 movimentos por hora,que estão previstos atingir no Montijo em 2035, seja antecipado".


O Chefe do Estado Maior da Força Aérea adiantou que quando o Montijo ultrapassar os 12 movimentos, a Força Aérea já devia estar noutra base.

Em seu entender, logo que se iniciem as obras de construção do aeroporto complementar a missão da Força Aérea fica comprometida. Para Manuel Teixeira Rolo, "não existem condições para Força Aérea continuar a operar" , tendo de haver uma "deslocalização definitiva das esquadras de voos".

A proposta que foi apresentada ao ministro da Defesa, disse, passa pela relocalização de parte das frotas da base de Sintra para Beja, outras do Montijo para Sintra e ainda do Montijo para Tancos.




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Anónimo Há 4 semanas

Isto é só para alguns militares n terem de mudar de casa, só interesses pessoais. Com a excepção dos Helicopteros o resto faz voos qdo o diabo esfrega o olho. Eu mora na zona e há mais de 1 década q raramente se vêm aviões. Lá vai o tempo aquando dos Fiat q se viam aviões quase todos os dias

Anónimo Há 4 semanas

É com mágoa ver as Forças Armadas a não colaborarem no desenvolvimento do país ao exigirem tanto dinheiro para resolver um problema que nem é dificil, vendo os aeroportos que existem á volta de Lisboa.

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