Europa Moscovici "impressionado" diz que Portugal cresce acima de 2,5% este ano

Moscovici "impressionado" diz que Portugal cresce acima de 2,5% este ano

De visita a Lisboa, o comissário europeu para os Assuntos Económicos disse esperar que Portugal cresça acima de 2,5% este ano. 
Moscovici "impressionado" diz que Portugal cresce acima de 2,5% este ano
Nuno Aguiar 18 de julho de 2017 às 11:51

Minutos depois de se ter encontrado com o governador do Banco de Portugal, Pierre Moscovici deu uma conferência de imprensa onde se assumiu "impressionado" com os progressos conseguidos por Portugal, desde a sua última visita em Fevereiro deste ano.

 

"Vejo sinais positivos, de uma melhoria da situação económica. O governador Costa confirmou-me a possibilidade de um crescimento significativo. Um crescimento forte e, esperamos, durável", afirmou. "Há boas notícias em Portugal. Os progressos são muito impressionantes."

 

Moscovici comparou favoravelmente a situação actual do país com aquela que encontrou há cinco meses, adiantando até que a Comissão está mais optimista sobre as previsões de crescimento do país. "O crescimento será provavelmente superior a 2,5%", referiu. Recorde-se que a última previsão de Bruxelas apontava para uma variação do PIB de apenas 1,8%, o mesmo que o Governo inscreveu no Orçamento do Estado.

 

O comissário falou sobre os avanços conseguidos nas exportações e no turismo, acrescentando que o desafio é tornar esta retoma sustentável. Algo que considera "possível". Repetiu várias vezes as palavras "optimista" e "impressionado".

 

"Se tivesse apenas uma palavra, diria que a economia portuguesa é uma economia em que se pode confiar. Na qual a Comissão confia", sublinhou Moscovici. "Queremos fazer de Portugal uma grande história de sucesso na Europa."

 

Obstáculos no caminho

 

Apesar do optimismo que rodeou a conferência, o responsável comunitário assumiu a existência de obstáculos ainda por ultrapassar. No domínio económico, Bruxelas considera que são necessárias mais reformas no mercado de trabalho e no sistema judicial, bem com um esforço de redução de burocracia. No âmbito das contas públicas, deixou um aviso: a descida do défice global deve ser acompanhada por um ajustamento do défice estrutural. Um indicador onde existe risco de desvios este ano.

 

No entanto, mesmo nesta área, Moscovici quis garantir que a Comissão não pressionará o Governo a tomar medidas que coloquem em causa o crescimento da economia. "Vamos usar a nossa margem de interpretação de uma forma amiga do crescimento. Não vamos fazer uma proposta que coloque em causa o crescimento", acrescentou, dando como exemplo a decisão tomada em relação à suspensão de fundos estruturais de Portugal e Espanha. "Teria sido totalmente louco."

 

O comissário esteve esta manhã reunido com o governador do Banco de Portugal, sendo depois recebido pelo primeiro-ministro. Entre os temas discutidos estarão certamente soluções possíveis para o crédito malparado, que Moscovici não quis detalhar na conferência de imprensa.

(Notícia actualizada: onde se lia "vamos fazer uma proposta que coloque em causa o crescimento" deve ler-se "não vamos fazer uma proposta que coloque em causa o crescimento".)
 




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