Conjuntura Portugal atinge meta de crescimento de 1,2% mas diverge do euro

Portugal atinge meta de crescimento de 1,2% mas diverge do euro

O desempenho da economia na segunda metade de 2016 deverá ter permitido um crescimento anual entre os 1,2% previstos pelo Governo e 1,4%. Ainda assim menos que a média da Zona Euro.
Portugal atinge meta de crescimento de 1,2% mas diverge do euro
Miguel Baltazar/Negócios
Rui Peres Jorge 23 de janeiro de 2017 às 21:08
Quatro previsões de entidades distintas publicadas segunda-feira apontaram para um crescimento da economia portuguesa entre 1,2% e 1,4% em 2016, o que aumenta a probabilidade da meta do Governo – de 1,2% – ser atingida. Ainda assim, mesmo o melhor resultado, que surge na previsão do ISEG, não deverá evitará que o país da divirja da Zona Euro que, segundo as últimas previsões da Comissão Europeia e do FMI, deverá ter crescido entre 1,6% e 1,7% em 2016. 

De acordo com a "síntese de conjuntura" do ISEG, a economia portuguesa deverá crescer entre 1,3% e 1,4% em 2016, puxada pelo desempenho da economia no segundo semestre do ano, o que levou os economista do ISEG a reverem em alta da anterior estimativa, situada entre 1,2% e 1,3%.

Na sua nota escrevem que a informação relativa à evolução da economia no quarto trimestre, "apesar de ainda incompleta", permite antecipar "uma aceleração do crescimento homólogo do PIB" em torno dos 2% no último trimestre. "A maioria dos indicadores de confiança globais e sectoriais atingiu, no 4.º trimestre de 2016, tanto em Portugal quanto na Zona Euro, os mais elevados valores do ano", acrescentam ainda.

Menos optimistas estão os economistas do BBVA que, no seu Observatório Económico de Portugal, antecipam uma desaceleração da economia no quarto trimestre face ao que se passou nos três meses anteriores, mas ainda assim permitindo um crescimento anual de 1,2%. Esta é  também a previsão da equipa do Montepio que, tal como o BBVA, apontam para um crescimento em cadeia de 0,3%, que compara com os 0,8% registados no terceiro trimestre. Já o BPI aponta para 1,3%.

Dadas estas previsões não será surpreendente que o Governo atinja um resultado até melhor que a sua estimativa, embora dificilmente conseguirá  chegará  à  média prevista para a Zona Euro. A generalidade das previsões aponta para uma ligeira aceleração do crescimento em 2017. O INE divulgará os dados relativos ao crescimento de 2016 a 14 de Fevereiro.



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