Finanças Públicas Portugal reembolsou mais mil milhões ao FMI

Portugal reembolsou mais mil milhões ao FMI

Com o pagamento de mais mil milhões de euros ao FMI, fica a faltar o reembolso de um terço do empréstimo que o país recebeu em 2011.  
Portugal reembolsou mais mil milhões ao FMI
Reuters
Nuno Carregueiro 25 de outubro de 2017 às 19:47

O Governo anunciou que completou esta quarta-feira, 25 de Outubro, o reembolso de mais mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI), sendo que, com o pagamento desta verba, fica cumprido o pagamento de 66% do empréstimo que o país recebeu em 2011.

 

"Portugal reembolsou hoje, antecipadamente, mais uma parcela do empréstimo ao FMI, equivalente a 1.000 milhões de euros, que se vencia entre Maio e Junho de 2020", refere um comunicado do ministério das Finanças, acrescentando que com este pagamento "estão liquidados 66% do empréstimo do FMI".

 

De acordo com o gabinete de Mário Centeno, até ao final do ano serão reembolsados mais 2 mil milhões de euros ao FMI, ficando assim a faltar o pagamento de menos de um terço do empréstimo de 26,3 mil milhões de euros que Portugal recebeu em 2011.

 

Estes valores já estão contemplados na proposta do Orçamento do Estado para 2018, onde o Governo revelou que os reembolsos antecipados irão totalizar 8,37 mil milhões de euros este ano. Este valor excede em mais de três mil milhões de euros o valor pago até 10 de Outubro (5,3 mil milhões de euros), pelo que já se sabia que os reembolsos antecipados até ao final deste ano iriam totalizar 3 mil milhões de euros. Mil milhões de euros foram reembolsados hoje e o restante seguirá para Washington até ao final do ano.  

O Ministério das Finanças acrescenta que "estes pagamentos não terão impacto nas emissões de dívida no mercado internacional a realizar ainda em 2017". Na proposta do Orçamento do Estado para 2018 o valor previsto para as emissões brutas é de 16,9 mil milhões de euros em Obrigações do Tesouro, acima dos 15 mil milhões de euros que o IGCP indicou numa apresentação a investidores no início deste mês.

 

O ministério das Finanças adianta que "no final deste ano estarão também garantidas cerca de 40% das necessidades brutas de financiamento de 2018", incluindo os 1.400 milhões de euros de pagamentos ao FMI que estão agendados para o próximo ano. O plano anterior do Governo passava por efectuar pagamentos de 5 mil milhões de euros ao FMI em 2018, valor que foi revisto em baixa devido aos reembolsos antecipados para o final deste ano.

 

Acrescenta que "o plano de amortizações antecipadas do FMI continuará a ser implementado em 2018 fazendo já parte do programa de financiamento da República". E que o "reembolso antecipado ao FMI contribui decisivamente para a melhoria da sustentabilidade da dívida, reduzindo o custo desta e permitindo, simultaneamente, uma gestão dos pagamentos mais equilibrada e o aumento da maturidade média".

 

O IGCP prevê que o Tesouro português reduza a almofada de depósitos de 8 mil milhões de euros no final deste ano para 6,5 milhões no final do próximo ano.

 

(notícia actualizada às 20:15 com mais informação)




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comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Convém não esquecer que o resgate externo ao excedentarismo e sobrepagamento na banca e no sector público (contribuinte)-dependente em sentido estrito, foi facultado sob condição de se fazerem urgentes e necessárias reformas em termos de mercado de bens e serviços e de factores, incluindo o de capital e o laboral, de modo a que uma correcta e adequada política de gestão de recursos humanos nas organizações portuguesas passasse a ser a norma e não a excepção. Mas para que tal aconteça, toda a corrupção e tráfico de influências que sustenta e alimenta o status quo íniquo e insustentável terá de ser combatida eficazmente.

Água Ráz Há 3 semanas

Andava a Catarina o Jirolme e o Costa a correr para a Grécia no apoio ao grande Tsipras com vista ao "Não pagamos" e agora vem essa senhora bonita da foto a rir-se sem pôr a língua de fora, quando começa a contar as notas em voz alta :1 da Catarina ,1 do Jirolme,1 do Costa ,é disto que ela gosta !

judas a cagar no deserto Há 3 semanas

Estes 1.000 milhoes são de uma divida que o Sócrates pediu ao FMI de mão estendida numa altura em que já mais ninguém nos emprestava, não foi ?

Socialistas da treta.

DJ viajante Há 3 semanas

Bravo Costa e Centeno mas foi preciso matar 100.

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