Conjuntura Poupança das famílias ao nível mais baixo de sempre

Poupança das famílias ao nível mais baixo de sempre

Desde o início de 1999 que os portugueses não poupavam tão pouco. No ano terminado em Março de 2017, por cada 10 euros, os portugueses pouparam 38 cêntimos.
Poupança das famílias ao nível mais baixo de sempre
Bruno Simão
Marta Moitinho Oliveira 23 de junho de 2017 às 12:03

A poupança das famílias recuou para 3,8% do rendimento disponível no primeiro trimestre de 2017, marcando assim o valor mais baixo da série que teve início há 18 anos.

Os dados, que foram revelados pelo Instituto Nacional de Estatística esta sexta-feira, 23 de Junho, mostram que as famílias aumentaram mais o consumo face ao crescimento dos rendimentos rendimentos. 

A taxa de poupança é calculada para o último ano terminado no trimestre. 

Os dados apresentados no gráfico disponibilizado pelo INE mostram que o valor obtido nos primeiros três meses deste ano é o mais baixo desde que há estatísticas. E recuou 0,5 pontos face ao trimestre anterior. 

"A redução da taxa de poupança resultou da variação mais intensa na despesa de consumo final que no rendimento disponível (taxas de variação de 1% e 0,5%, respectivamente)", justifica o INE.

O instituto estatístico adianta ainda que o "crescimento do rendimento disponível das famílias resultou principalmente do aumento de 0,9% das remunerações recebidas, que mais que compensou as reduções dos rendimentos líquidos de propriedade e do saldo das prestações sociais líquidas de contribuições".









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mais votado Anónimo Há 9 horas

Num país onde enquanto uns chutam compulsivamente numa bola, outros cantam lengalengas até ao cúmulo da exaustão e um batalhão infindável de zelosos funcionários defendem o manual e o analógico até para além do limite do absurdo e do ridículo para terem meios de assistir ao desfilar quotidiano de chutos e lengalengas sem fim, será sempre muito difícil convergir com as regiões mais prósperas, desenvolvidas, justas, soberanas e avançadas.

comentários mais recentes
SALAZAR Há 4 semanas

ISTO É O PAÍS REAL. O RESTO É CONVERSA. TRISTE.

Anónimo Há 4 semanas

Poupar para quê?O que se lucra com as poupanças?Nao sendo a maioria investidores esclarecidos onde depositar c lucro?Bancos aumentam custos,mais vale depositar legalmente fora do País mais lucros mais seguro.

Anónimo Há 4 semanas

A tragédia de Pedrógão Grande é sintomática da quebra do investimento público em bens de capital, numa altura em que o investimento público em % do PIB em Portugal atingiu um mínimo desde 1960. Não fazer uma boa gestão de recursos humanos promovendo o excedentarismo e fazendo do despedimento um tabu, dá nisto.

Silva Há 4 horas

Sem poupança, cria-se emprego investindo a crédito. Sem emprego, consome-se a crédito. e paga-se o crédito com mais crédito. A UEé um fogo de artifício maravilhoso. A crédito, claro. Quando acabar, vamos andar para aí à procura de Portugal.

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