Economia Predisposição de consumo das famílias em máximos de 17 anos

Predisposição de consumo das famílias em máximos de 17 anos

GFK prevê um aumento de 1,5% a 2% no consumo das famílias na União Europeia. A propensão para comprar em Portugal está no valor mais alto desde 2000.
Predisposição de consumo das famílias em máximos de 17 anos
Reuters
Salomé Pinto 09 de fevereiro de 2018 às 12:11

Em Portugal, a propensão para comprar alcançou o pico do ano (13,8 pontos) em Dezembro. A última vez que o indicador esteve acima deste valor foi em Março de 2000, revela o índice do "Clima de Consumo na Europa" da GfK  relativo ao último trimestre de 2017, divulgado esta sexta-feira.

As expectativas de rendimentos dos portugueses também são bastante positivas. Em Dezembro de 2017, o indicador atingiu os 29,8 pontos. O valor mais alto do ano foi registado em Novembro: 33,5 pontos. Segundo a GFK, os portugueses estão a comprar mais electrodomésticos e telemóveis mais caros, factor também impulsionado pelo dinamismo do sector imobiliário.

Olhando para o conjunto da União Europeia, a confiança dos consumidores continuou a crescer ligeiramente no final de 2017. Em Dezembro, o índice do "clima de consumo da Europa" da GfK atingiu os 21,1 pontos, o valor mais alto dos últimos 10 anos. Para 2018, a consultora prevê "um aumento de 1,5 a 2% (em termos reais) no consumo das famílias na União Europeia (UE). Segundo Rolf Bürkl, especialista em consumo desta empresa de estudos de mercado, "a economia europeia continuará a ser impulsionada pelo consumo privado."

Estas avaliações positivas por parte dos consumidores estão em linha com os dados da Comissão Europeia, que apontam para um crescimento de 2,3% do PIB na UE em 2018.

No último trimestre do ano passado, as expectativas de rendimentos registaram, em média, um crescimento de dois pontos na Europa, atingindo os 15 pontos. A propensão para comprar melhorou um ponto face a Setembro, fechando o ano próxima dos 21 pontos. Neste indicador, a Polónia e a Áustria registaram as maiores subidas.




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Anónimo Há 2 semanas

E as famílias vão gastar a mais, o que têm ou o que não têm??

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