Política Sondagem: Maioria prefere redução do défice à devolução de salários e pensões

Sondagem: Maioria prefere redução do défice à devolução de salários e pensões

A Aximage entrevistou mais de 600 pessoas e perguntou-lhes a que dariam prioridade se fossem elas a tomar a decisão: baixar o défice ou repor cortes nos ordenados e pensões?
Sondagem: Maioria prefere redução do défice à devolução de salários e pensões
Miguel Baltazar/Negócios
Marta Moitinho Oliveira 26 de outubro de 2017 às 19:00

Reduzir o défice ou repor os cortes nos ordenados e nas pensões? A pergunta foi feita pela Aximage, numa sondagem feita para o Jornal de Negócios e Correio da Manhã, e revela que a maioria dos inquiridos opta pela melhoria da situação das contas públicas em vez de defender uma devolução dos cortes que tinham sido aplicados no tempo da troika.

A conclusão que se pode retirar deste inquérito aponta para resultados que podem ser vistos como surpreendentes. Quando fez a pergunta a 603 pessoas, a empresa que elabora estudos de opinião pediu aos entrevistados para se colocarem no lugar de um governante. Perante o desafio de ter de continuar a baixar o défice ou repor salários e pensões, 55,5% do total de inquiridos disse que adoptaria a primeira opção como prioridade. Mais de um terço dos inquiridos, mais concretamente 36,7%, daria preferência à reposição dos cortes nos salários e pensões. 5,4% revelam que escolheriam as duas opções e 2,4% não teria opinião.



O inquérito foi feito entre os dias 14 e 17 de Outubro, um período que coincide já com o anúncio de novas medidas de aumento dos rendimentos (redução do IRS, progressões nas carreiras da Função Pública e aumento de pensões) embora ainda não estejam no terreno.

Desde que tomou posse, em Novembro de 2015, o Governo liderado por António Costa já aumentou pensões em 2016 e em 2017 e repôs totalmente os salários dos funcionários públicos, que desta forma regressaram a níveis de 2010, ano anterior à chegada da troika a Portugal.

Mas também tem baixado o défice, que passou dos 4,4% do PIB em 2015, impulsionados pelo efeito Banif, para 2% em 2016. Para 2017, o Executivo aponta para um défice de 1,4%. O Governo tem acentuado, recentemente, as vantagens de continuar a reduzir o défice ao mesmo tempo que insiste na reposição de salários.

No entanto, estas duas medidas beneficiam segmentos muito concretos da população: os aumentos de salários dizem respeito a funcionários públicos e os aumentos de pensões beneficiam obviamente os reformados. De fora destes grupos estão os trabalhadores do sector privado (que representam a grande maioria da população empregada), cujas respostas podem ter sido determinantes para o surpreendente resultado do inquérito.


Ficha técnica
Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 603 entrevistas efectivas: 278 a homens e 325 a mulheres; 57 no Interior Norte Centro, 81 no Litoral Norte, 107 na Área Metropolitana do Porto, 108 no Litoral Centro, 170 na Área Metropolitana de Lisboa e 80 no Sul e Ilhas; 104 em aldeias, 158 em vilas e 341 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo de corrido nos dias 14 a 17 de Outubro de 2017, com uma taxa de resposta de 82,4%.

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 603 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.



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mais votado Ninguém honesto pensa num calote... 27.10.2017

Há sempre quem queira lançar para cima das costas dos Outros dívidas que contrai.
Haverá casos em que os Outros se dispõem a suportar tais dívidas, em nome de princípios de solidariedade social.
Mas como destrinçar entre os casos justificados, e os que não e resultam de puro oportunismo e de vontade de consumir mais à custa de quem paga impostos ?
Á classe Politica de legitimamente decidir em consciência (sem preocupações e oportunismo eleitoralista) o que será menos mau:
Ou aumentar o défice e acabar por inexoravelmente responsabilizar quem paga impostos e é responsável pela sua parte proporcional da dívida pública;
Ou repor salários a quem viu os seus ordenados reduzidos, e muitas vezes frustradas justas e algumas vezes prioritárias preocupações de consumo?
PS: Que não se esqueça que o défice é uma dívida que os cidadãos pagadores de impostos estão a contrair, e que, não se forem eles a pagá-la, serão os descendentes, pois que ninguém honesto admite hipótese de vergonhoso calote

comentários mais recentes
mpro 24.11.2017

Estudo com manha....

Anónimo 23.11.2017

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/financas-publicas/detalhe/a-tres-meses-do-fim-do-ano-como-estao-as-contas-publicas?ref=DET_relacionadas

Anónimo 23.11.2017

Claro não pagam esses impostos... além disso a segunda pergunta junta cortes e pensões e ordenados logo muitos na dúvida respondem reduzir o déficit. O mais delicioso é que com o nível médio de literacia financeira em Portugal 75% não sabe distinguir dívida de déficit...

SE EU PODER COMER LAGOSTA.... 22.11.2017

Se eu PODER ESCOLHER......NAO COMO PETINGA todos os dias
Alias com a barriga cheia e sempre possivel dizer aqueles que NAO A TEEM..... o que estes devem comer.

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