Economia Sondagem revela optimismo moderado quanto à evolução da economia

Sondagem revela optimismo moderado quanto à evolução da economia

A forma como a economia do país irá evoluir ao longo dos próximos 12 meses suscita um optimismo moderado. Entre os portugueses, quem acredita que estará melhor ou na mesma está em grande maioria, pelo menos segundo a mais recente sondagem da Aximage.
Sondagem revela optimismo moderado quanto à evolução da economia
Bloomberg
João Maltez 16 de julho de 2017 às 13:00

Como estará a economia portuguesa daqui a um ano? Melhor, na mesma ou pior? As respostas dividem-se, com grande maioria, entre as duas primeiras hipóteses. E entre quem admite votar nos partidos que apoiam a chamada "Geringonça", naturalmente impera o optimismo, segundo a mais recente sondagem da Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã.

O trabalho em causa revela que 39,2% dos inquiridos estão à espera de uma melhor prestação da economia dentro de um ano, face à conjuntura actual. Já 12,6% aguardam o contrário. Contudo, se confrontarmos o barómetro anterior, publicado em Abril, nota-se uma redução de 10 pontos percentuais relativamente ao grupo dos mais optimistas, contra uma descida de dois pontos entre os mais pessimistas.

No estudo agora tornado público, realizado entre 6 e 11 de Julho, a maioria (45,1%) dos participantes diz ter a expectativa de que a economia se mantenha daqui a um ano tal como está actualmente, valor que pode explicar a queda dos que esperam uma melhoria conjuntural (39,2%), comparativamente a Abril último - quando 49,6% dos inquiridos partilhavam essa mesma perspectiva. Na altura, quem acreditava que estará tudo na mesma em Julho de 2018 correspondia a 34,2% do universo de inquiridos.

Um outro foco de análise feito pela Aximage envolve o alongamento temporal da perspectiva sobre a evolução da economia portuguesa. À pergunta "daqui a três anos, como estará a economia do país?", o optimismo é maior: 50,6% dos inquiridos acreditam que estará melhor; 18,7% defendem que não haverá alterações; enquanto 13,2% consideram que se encontrará pior.

Segmentação por intenção de voto

Se segmentarmos as respostas obtidas pela intenção de voto expressa pelos inquiridos, os mais optimistas quanto à forma como a economia evoluirá ao longo dos próximos 12 meses são os inquiridos que votam na CDU (coligação entre o PCP e os Verdes): 55,1% acreditam que em Julho de 2018 a situação económica estará melhor. Entre quem admite optar pelo PS no voto legislativo, 51,9% partilham idêntica opinião, o mesmo sucedendo com 48,3% dos potenciais eleitores do Bloco de Esquerda.

Do lado oposto, 33,6% dos que dizem votar no CDS-PP consideram que a situação económica estará pior dentro de um ano, valor que sobe para 34,3% entre os potenciais eleitores do PSD, que apontam para uma evolução negativa da conjuntura.

Sem constituir surpresa, um maior optimismo está do lado dos que admitem votar nos partidos que apoiam o actual Governo, enquanto os mais pessimistas estão entre quem diz que vota nos partidos da oposição.

FICHA TÉCNICA

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.


Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 604 entrevistas efectivas: 279 a homens e 325 a mulheres; 61 no Interior Norte Centro, 81 no Litoral Norte, 97 na Área Metropolitana do Porto,119 no Litoral Centro, 165 na Área Metropolitana de Lisboa e 81 no Sul e Ilhas; 110 em aldeias, 160 em vilas e 334 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral. 

 

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 6 a 11 de Julho de 2017, com uma taxa de resposta de 73,8%.

 

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 604 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" – a 95 % -de 4,00 %).

 

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

 

 




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mais votado Anónimo 16.07.2017

As reformas pararam e o despesismo com salários injustificáveis e futuras pensões disparou, iniciando a contagem decrescente para o próximo resgate à República Portuguesa. O engano ou ilusão que se viveu entre 2005 e 2010 está a ser minuciosamente replicado pelo novo governo socialista. Não tenhamos dúvidas disto. Portugal julga-se imune à quarta revolução industrial e mais uma vez opta por não participar nela ou não se adaptar a ela julgando ser possível viver como economia de elevado rendimento usando o paradigma do funcionalismo público excedentário alavancado pelo crédito bancário subsidiado e tendo uma fé inabalável no turismo.

comentários mais recentes
Tentando Perceber Há 3 semanas

Será uma Bomba se,os Resultados Eleitorais se concluir que a quase Maioria de eleitores PSD votar PS, ainda mais difícil entender, a Votação inédita da CDU, mas insuficiente para Roubar a Maioria absoluta ao PS, na CDU talvez mercê do comportamento inesperado na Geringonça.e Responsável.

pertinaz 17.07.2017

AXIMAGE... A CENTRAL DE DESINFORMAÇÃO DA ESCUMALHA QUE NOS DESGOVERNA...!!!

surpreso 16.07.2017

"Moderado"? Você têm se esforçar mais

Anónimo 16.07.2017

É bom que os sindicalistas portugueses se comecem a habituar às rondas de despedimentos quando estas são mais do que necessárias em determinada organização porque sem gestão de recursos humanos não existe equidade e sustentabilidade económica, criação de riqueza, nem soberania nacional. Adaptem-se à evolução civilizacional.

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