Segurança Social Um em cada cinco trabalhadores com baixa estavam aptos

Um em cada cinco trabalhadores com baixa estavam aptos

Mais de 56 mil trabalhadores com baixa médica podiam, afinal, trabalhar. Os dados, revelados pela TSF esta segunda-feira, 16 de Janeiro, referem-se ao ano passado.
Um em cada cinco trabalhadores com baixa estavam aptos
Bruno Simão
Negócios 16 de janeiro de 2017 às 08:43

Mais de 56 mil trabalhadores com baixa médica, ou seja um em cada cinco, estavam aptos para trabalhar, segundo adiantou à TSF o Ministério da Segurança Social, liderado por Vieira da Silva, que levou a cabo um reforço das juntas médicas.


Os dados, relativos a 2016, sublinham que houve um reforço da acção das juntas médicas da Segurança Social, como está previsto no plano de combate à fraude e evasão das contribuições e prestações.


A inspecção extraordinária convocou milhares de trabalhadores com baixa médica e a receberem subsídio por doença para acções de verificação, tendo como principal alvo os que não eram sujeitos a este exame há 40 ou mais dias por um grupo de médicos que avalia o grau de incapacidade do trabalhador.


Só nesta inspecção foram convocados mais de 21 mil trabalhadores dos quais 16% não compareceram, ou por já terem regressado ao trabalho ou com justificação. 21% foram considerados aptos para o trabalho.


Somando com as inspecções regulares, 22% dos trabalhadores de baixa ficaram sem o subsídio por terem sido considerados aptos, de um total de 262 mil inspecções no ano passado.


Em Junho, o Governo tinha adiantado que ira chamar os trabalhadores para avaliações médicas. Em 2015, a Segurança Social pagou 450 milhões de euros em subsídios de doença, pretendendo o Governo cortar a despesa em 60 milhões de euros este ano, de modo a repor os gastos com esta prestação social nos níveis de 2013.  




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Anónimo 16.01.2017

que fazer as empresa que contratam familiares (esposa, filhos pais cunhados ....) para depois passados o tempo que a lei confere os despedirem para desse modo usufruírem do fundo de desemprego e deste modo lesarem o estado e todos nos gozando com quem trabalha e dizendo que mais esperto que os outro

Anónimo 16.01.2017

Peço também aos senhores jornalistas que INVESTIGUEM e falem com as as pessoas em que não lhes foi concedida a compensação por incapacidade, para verificarem que estas percentagens apenas a titulo de cumprir a poupança para o Estado, não correspondem minimamente á verdade.

Ciifrão 16.01.2017

E o contrário? Trabalhadores que devia estar de baixa e estavam a trabalhar não é invulgar, estar de baixa trás perdas de salário significativas.
Na minha vida profissional fui seriamente prejudicado por ir trabalhar condicionado, o patão tratou de exigir o trabalho sem restrições quando o acordo era outro: um serviço ajustado às limitações físicas. Aprendi tarde demais que não se pode facilitar, um atestado médico, mesmo falso, é uma defesa muito boa contra patrões abusadores.

Anónimo 16.01.2017

E de fora ficam as baixas médicas por doença profissional, que não são sujeitas a qualquer verificação, nem fiscalização. Aí sim, está o verdadeiro escândalo das baixas fraudulentas! Baixas de 7, 8, 9 meses e por aí fora, verdadeiras férias pagas por todos nós!
Senhores jornalistas, INVESTIGUEM!!

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