Educação Mais de um quinto das escolas vai poder escolher o que ensinar

Mais de um quinto das escolas vai poder escolher o que ensinar

O projecto piloto da flexibilidade curricular vai abranger 230 escolas já no próximo ano lectivo. Destas, 171 são públicas, o que corresponde a 21% da oferta.
Mais de um quinto das escolas vai poder escolher o que ensinar
Negócios 10 de agosto de 2017 às 09:12

O projecto-piloto da flexibilidade curricular vai abranger, já no próximo ano lectivo, 230 escolas. Destas, 171 são escolas públicas, o que corresponde a 21% da rede de oferta pública existente.

 

A informação foi avançada pelo Ministério da Educação ao Público, que explica que as escolas abrangidas terão apenas uma obrigação: a integração na matriz curricular de duas novas áreas: cidadania e desenvolvimento e tecnologias de informação e comunicação (TIC). Se assim o entenderem, vão ter 25% do tempo de aulas para tentar levar por diante novas formas de ensinar.

 

O que, segundo o Governo, poderá passar pela alternância entre estudos tradicionais e semanas em que toda a escola e várias disciplinas se dedicam a trabalhar em conjunto um só tema, como "a Europa" ou a "crise dos refugiados", experiência que segundo o Público está a ser seguida na Finlândia.

 

O novo modelo só será aplicado no primeiro ano de cada ciclo de escolaridade (1.º, 5.º, 7.º e 10.º).

Lista de escolas publicada "nos próximos dias"

 

Ao diário, o Governo também explica que a lista com os nomes dos estabelecimentos deverá "ser publicada nos próximos dias" no site da Direcção-Geral da Educação.

 

Citado pelo mesmo jornal, o presidente da Confederação Nacional das Associações de Paus, Jorge Ascensão, mostrou-se "apreensivo" pelo facto de nem o ministério nem as escolas estarem a informar os encarregados de educação sobre quem será abrangido por estas mudanças.

 

"Os pais têm o direito de saber o que vai acontecer no próximo ano lectivo e isso não está a acontecer", refere Jorge Ascenção.




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mais votado JCG 10.08.2017

O processo de abandalhamento da escola pública contínua. Note-se que hoje já domina das escolas fornadas de gente / professores formatados na bandalheira escolar pós- 25 de Abril de 1974. De toda aquela gente que passa 3 quartos do ano escolar em farras, bebedeiras, praxes e discotecas.
Ultimamente, tive a oportunidade de folhear e manusear "manuais" escolares adoptados pela escola do 3º ano de escolaridade e fiquei perplexo. Nunca tinha deparado com livros mais mal organizados, pedagogicamente mais estúpidos e mais mal feitos. Não admira que os miúdos fiquem desorientados.
Devia haver uma investigação para apurar quem é que convidou os autores/ as a produzir tais aberrações e quem é que resolveu e em que bases e com que fundamento adoptar tais "obras".

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JCG 10.08.2017

O processo de abandalhamento da escola pública contínua. Note-se que hoje já domina das escolas fornadas de gente / professores formatados na bandalheira escolar pós- 25 de Abril de 1974. De toda aquela gente que passa 3 quartos do ano escolar em farras, bebedeiras, praxes e discotecas.
Ultimamente, tive a oportunidade de folhear e manusear "manuais" escolares adoptados pela escola do 3º ano de escolaridade e fiquei perplexo. Nunca tinha deparado com livros mais mal organizados, pedagogicamente mais estúpidos e mais mal feitos. Não admira que os miúdos fiquem desorientados.
Devia haver uma investigação para apurar quem é que convidou os autores/ as a produzir tais aberrações e quem é que resolveu e em que bases e com que fundamento adoptar tais "obras".

Anónimo 10.08.2017

Isto vai resultar em desequilíbrios porque as escolas são dominadas por lobbies de professores das mesmas áreas, que puxam sempre a brasa à sua sardinha. É o lobby da ginástica, é o lobby dos artistas, é o lobby da matemática, etc. Todos a quererem mais e mais horas para as suas disciplinas.

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