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Economia dos EUA desilude na recta final de 2016

O avanço da maior economia do mundo ficou abaixo das expectativas dos analistas, levando o total do ano - ainda não fechado - para um crescimento de 1,6%. A pesar no resultado esteve o contributo negativo das exportações, o mais significativo em seis anos.

Bloomberg / Reuters / Getty Images
27 de Janeiro de 2017 às 13:33

A maior economia do mundo cresceu 1,9% no último trimestre do ano passado. O valor – que consta da primeira leitura comunicada esta sexta-feira, 27 de Janeiro, pelo Departamento do Comércio norte-americano -, ficou abaixo das estimativas dos analistas sondados pela Reuters e pela Bloomberg, que apontavam ambas para um aumento de 2,2%.

A pesar no resultado esteve um contributo menor das exportações, parcialmente compensado pela melhoria nos gastos de consumo (que representam 70% da economia e aumentaram 2,5%) e pela melhoria do investimento privado (cresceu 3,1%).

As exportações tiveram um impacto negativo de 1,7 pontos percentuais na variação do PIB, naquele que foi o pior contributo desta componente desde o segundo trimestre de 2010, segundo a Bloomberg. 

Os números agora conhecidos - ainda não fechados - colocam o crescimento de todo o ano em 1,6%, o mais baixo desde 2011. O abrandamento do crescimento na recta final seguiu-se a um incremento de 3,5% no trimestre anterior. 

Estes dados são alguns dos últimos indicadores sobre o desempenho da economia norte-americana relativos ao período da Administração Obama, que em 20 de Janeiro passou o testemunho ao novo presidente Donald Trump.

O novo chefe de Estado propôs como grandes linhas económicas o investimento público em infra-estruturas e a redução de impostos e de regulamentação, medidas que podem, durante o ano de 2017, dar um impulso acrescido à economia. 

Os gastos governamentais cresceram 1,2% no último trimestre, enquanto a despesa das agências federais voltou a cair, em 1,2%.

"A economia está alicerçada em indicadores com desempenho muito forte. (...) O crescimento deverá acelerar este ano," afirmou Ryan Sweet, economista da Moody's, à Bloomberg.

(Notícia actualizada às 13:44 com mais informação)

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