Política Bruxelas culpa governo de Passos Coelho no caso Banif

Bruxelas culpa governo de Passos Coelho no caso Banif

A Comissão Europeia diz que desde 2013 pediu repetidamente a Portugal para tomar medidas, mas só recebeu planos com projecções irrealistas e dados de muita fraca qualidade, segundo os jornais desta quarta-feira.
Bruxelas culpa governo de Passos Coelho no caso Banif
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 22 de junho de 2016 às 09:49

O Governo de Pedro Passos Coelho foi instado diversas vezes a tomar medidas adequadas para o Banif, mas, desde 2013, só apresentou planos com "dados de muito fraca qualidade" e "projecções de rentabilidade irrealistas e sem fundamento". A descrição é feita pela Comissão Europeia, numa longa exposição que fez chegar aos deputados que investigam a resolução do Banif e que esta quarta-feira é detalhada pelos jornais Público e i.

Segundo os dois jornais diários, a carta da Comissão Europeia, da autoria da comissária da Concorrência, Marghrete Vestager, adopta um tom muito crítico relativamente ao Governo anterior, mas não deixa de apontar também o dedo ao Banco de Portugal e à anterior gestão do Banif.

Ao longo de 59 páginas, Bruxelas garante que "instou repetidamente Portugal a agir" mas só recebeu propostas de plano de reestruturação sem qualidade.

Marghrete Vestager sublinha que este processo contrasta fortemente com o que aconteceu, por exemplo, nos casos do BPI e do BCP, onde "as decisões foram tomadas menos de 18 meses após o início da discussão". 

Sobre o papel da Comissão Europeia na solução que viria a ser adoptada para o banco no final de 2015, a comissária defende que não faz parte das suas "competências" a supervisão de bancos, a elaboração de medidas de auxílio de Estado ou a definição de estratégias de resolução. "O papel da Comissão é garantir que todas as medidas propostas pelas autoridades estão em consonância com a legislação da União Europeia, incluindo as regras relativas aos auxílios estatais", diz.

Esta versão dos factos acaba por corroborar aquela que vem sendo contada pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, que esta terça-feira voltou à Assembleia da República para explicar que teve de resolver em três meses aquilo que o Governo anterior não resolveu em três anos. 




A sua opinião12
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
julines 22.07.2016

ASfinal os vigaristas e mentirosos sempre eram o traste e a luisinha. Estes ainda tiveram o desplante de virem dizer que a culpa era deste governo. São uns autenticos trastes e escroques.

Onde andam? 22.06.2016

Mr Tuga? Saraiva14? Economista 2000? Devem ter emigrado espero.

22.06.2016

E ainda há quem defenda esta escumalha.

Ora a verdade vem ao de cima 22.06.2016

"desde 2013 pediu repetidamente a Portugal para tomar medidas, mas só recebeu planos com projecções irrealistas e dados de muita fraca qualidade", conclusão o PAF mentiu descaradamente no Parlamento. A falta de escrupulos destes PSD é assustadora.

ver mais comentários
pub
Saber mais e Alertas
pub
pub
pub