Banca & Finanças Rússia terá usado Danske Bank para "lavar" até 30 mil milhões de dólares

Rússia terá usado Danske Bank para "lavar" até 30 mil milhões de dólares

Um relatório independente revela que a unidade na Estónia do Danske Bank, envolvida num caso de lavagem de dinheiro, recebeu 30 mil milhões de dólares de dinheiro russo em apenas um ano.
Rússia terá usado Danske Bank para "lavar" até 30 mil milhões de dólares
Reuters
Negócios 03 de setembro de 2018 às 19:36

O escândalo em torno do Danske Bank continua a adensar-se. O maior banco privado dinamarquês foi acusado pelas autoridades de não ter implementado medidas de combate ao branqueamento de capitais relativamente às operações na Estónia. Agora, uma investigação independente revelou que entraram 30 mil milhões de dólares (cerca de 26 mil milhões de euros) de dinheiro russo nesta unidade apenas um ano.

As conclusões, incluídas num relatório pedido pelo Danske Bank e a que o Financial Times teve acesso, levantam dúvidas na administração sobre quem sabia do grande volume de dinheiro estrangeiro que estava a ser transferido para a unidade do banco na Estónia.

 

De acordo com este documento, esta unidade recebeu 30 mil milhões de dólares de não residentes em 2013. "O volume das transacções no portefólio de não residentes alcançou um máximo em 2013, com o número de operações a aproximar-se dos 80 mil nesse ano. E o volume perto dos 30 mil milhões de dólares", lê-se nesse relatório. Resta agora saber que parcela destes 30 mil milhões de dólares correspondem de facto a operações de lavagem de dinheiro.

 

O Danske Bank foi alvo de oito reprimendas por parte do regulador dinamarquês. Em causa estão denúncias feitas a erros nos procedimentos do banco, que não adoptou medidas para operações duvidosas. O banco não cumpria, também, a lei dinamarquesa ao não ter um funcionário responsável pela área de combate à entrada no sistema financeiro de dinheiro com origem em actividades ilícitas.

 

O banco admitiu depois que fez "muito pouco, muito demoradamente". "Concordamos que devíamos ter percebido a profundidade e a abrangência dos problemas na Estónia numa fase mais inicial e devíamos ter reagido mais rápida e eficazmente", comentou Thomas F. Borgen, o presidente executivo, num comunicado divulgado em Maio.




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