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Solvabilidade da banca portuguesa está em máximos desde a troika

A banca nacional melhorou os seus níveis de solvabilidade no primeiro trimestre do ano, encontrando-se mais resistentes a eventuais choques. A rendibilidade também aumentou.

Carlos Costa Banco Portugal
Carlos Costa Banco Portugal Bruno Simão/Negócios
06 de Julho de 2017 às 16:06

No primeiro trimestre do ano assistiu-se a uma melhoria dos níveis de solvabilidade da banca nacional, tendo o rácio de solvabilidade total aumentado para 13,9%, um nível que não se verifica desde, pelo menos, a entrada da troika em Portugal, revela o relatório do Banco de Portugal publicado esta quinta-feira, 6 de Julho.

Já o rácio Common Equity Tier 1, que é o de referência para o BCE e o que agrega os critérios mais exigentes, cresceu para 12,6%, o que também não encontra comparativo até 2012 (período dado pelo BdP).

Carlos Costa Banco Portugal
Solvabilidade da banca portuguesa está em máximos desde a troika

Os rácios de adequação de capital melhoraram no arranque do ano, depois de em 2016 terem sofrido uma queda, mas esta "foi temporária e reflectiu, sobretudo, os desenvolvimentos associados à CGD", salienta o relatório da entidade liderada por Carlos Costa. A melhoria observada nos primeiros três meses do ano colocou este rácio em níveis próximos dos registados em 2015, nos 7,5%.

O relatório acrescenta ainda que a rendibilidade da banca nacional melhorou, no primeiro trimestre, devido aos aumentos observados na margem financeira e nas operações financeiras. Assim como à redução das imparidades e provisões.

O Banco de Portugal adianta ainda que "os processos de recapitalização da CGD e do BCP contribuíram para alterações na estrutura do balanço, traduzindo-se num reforço do capital do sistema".

No primeiro trimestre o BCP aumentou o capital 1,33 mil milhões de euros e o banco do Estado efectuou uma recapitalização de 3,9 mil milhões de euros.

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