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Accionistas minoritários da La Seda querem obrigar grupo português a comprar 100% da empresa

Mais de quarenta accionistas da empresa La Seda de Barcelona apresentam quinta-feira à Comissão Nacional de Mercado de Valores (CNMV) espanhola um pedido de OPA obrigatória para que o grupo português Selenis/CGP/Imatosgil compre 100 por cento do capital da empresa.

04 de Fevereiro de 2009 às 16:24

Mais de quarenta accionistas da empresa La Seda de Barcelona apresentam quinta-feira à Comissão Nacional de Mercado de Valores (CNMV) espanhola um pedido de OPA obrigatória para que o grupo português Selenis/CGP/Imatosgil compre 100 por cento do capital da empresa.

O grupo português detém actualmente menos de 30 por cento do grupo La Seda e aqueles 40 accionistas pretendem uma OPA obrigatória sobre 100 por cento do capital da empresa.

Jacinto Soler Padró, um dos accionistas e conselheiro da La Seda, representa esse grupo de accionistas, que detém mais de 05 por cento do capital da La Seda.

Segundo disse à Lusa fonte do grupo de 40 accionistas, estes consideram que o grupo português tem um "controlo de facto do Conselho de Administração".

Por isso - dizem - "sentimos que há base legal para exigir que façam uma OPA sobre 100 por cento do capital da La Seda", explicou a mesma fonte.

O documento de mais de 160 páginas que detalha os argumentos dos accionistas será apresentado a jornalistas em Madrid na quinta-feira.

Em Março do ano passado o g Imatosgil Investimentos SGPS disse que pretendia reforçar até 30 por cento a sua posição na espanhola petroquímica La Seda de Barcelona.

Actualmente, o maior accionista da La Seda de Barcelona é o grupo português, com 15,887 por cento dos títulos.

Segue-se a Selenis com 10,886 por cento das acções, a Caixa Geral de Depósitos, com 6 por cento dos títulos, e Omar Oil Company com 5,697 por cento.

A 20 de Setembro de 2007, o grupo português Imatosgil Investimentos e a Caixa Geral de Depósitos (CGD), accionistas de referência da empresa la Seda de Barcelona, fizeram um acordo parassocial para a gestão conjunta das posições no grupo petroquímico.

Segundo disse na altura o vice-presidente da La Seda de Barcelona, Fernando Freire de Sousa, as participações da Imatosgil e da CGD "foram casadas".

Já naquela altura o responsável admitia um reforço: "Somos o maior accionista com cerca de 16 por cento, mas quem tenha 20 ou 30 manda mais. Quem chega a 30 por cento está tranquilo".

Fernando Freire de Sousa disse também que o objectivo do acordo é que "o lado português" saia com uma posição "mais forte e musculada".

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