Telecomunicações AG da Oi volta a ser adiada e CEO pode negociar com credores sem aprovação da administração  

AG da Oi volta a ser adiada e CEO pode negociar com credores sem aprovação da administração  

O novo CEO da Oi tem carta branca para negociar directamente com os credores e o plano de recuperação que apresentar não necessita de aprovação do conselho de administração.
AG da Oi volta a ser adiada e CEO pode negociar com credores sem aprovação da administração  
Reuters
Nuno Carregueiro 30 de novembro de 2017 às 08:02

A reunião de credores para aprovar o plano de recuperação judicial da Oi, que estava prevista para 7 de Dezembro, voltou a ser adiada. De acordo com a decisão do juiz responsável pelo plano de recuperação da empresa de telecomunicações, a assembleia geral de credores (AGC) foi adiada para 19 de Dezembro. A segunda convocação mantém-se para 1 de Fevereiro de 2018.

 

De acordo com a decisão do juiz Fernando Viana, transmitida em comunicado pela Oi, o novo CEO, Eurico Teles, ganha poderes neste processo de recuperação judicial da Oi, que se arrasta há meses e não tem fim à vista.

 

"Nomeio o actual Presidente da Grupo OI, Eurico Teles, como responsável pessoal para conduzir e concluir as negociações com os credores desta recuperação até o dia 12/12/2017, data em que deverá apresentar pessoalmente a este magistrado o plano de recuperação que será objecto de votação na Assembleia Geral de Credores, independentemente de aprovação pelo Conselho de Administração", refere o juiz.

 

Eurico Teles, que substitui Marco Schroeder como CEO da Oi, tem agora menos de duas semanas para selar um acordo com os credores, que se têm mostrado insatisfeitos com as anteriores propostas.

 

O último acordo que existiu foi travado pela Anatel, o regulador do sector e também um dos maiores credores da Oi.  

 

"Ressalto que, se por um lado, o adiamento da AGC é uma medida negativa do ponto de vista da celeridade e do cumprimento dessa etapa processual, por outro, no caso concreto, exactamente por conta dos adiamentos da Assembleia, foi possível a realização de mais de 30 mil acordos com os credores, dentro do programa de mediação que foi instaurado e vem sendo realizado pelas devedoras, com a supervisão do Administrador Judicial", refere o juiz.




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