Empresas António Costa: Programa Interface é o “mais importante” do Plano Nacional de Reformas

António Costa: Programa Interface é o “mais importante” do Plano Nacional de Reformas

O primeiro-ministro recordou esta quinta-feira que Portugal, nos últimos 15 anos, cresceu, em média, 0,2% ao ano. E “aquilo que nos permite dar o salto em frente, de crescermos e criar emprego é investir em inovação”.
António Costa: Programa Interface é o “mais importante” do Plano Nacional de Reformas
Bruno Simão
Ana Laranjeiro 23 de fevereiro de 2017 às 17:48

"Este [Interface] é para mim o programa mais importante do ponto de visto estratégico do Plano Nacional de Reformas. É o mais importante porque é o que está centrado no ponto fundamental do nosso modelo de estratégia de desenvolvimento: inovação", disse o primeiro-ministro, António Costa, que marcou presença na apresentação do Programa Interface.

O programa Interface foi apresentado esta quinta-feira, 23 de Fevereiro. O objectivo deste programa, que envolve o ministério da Economia, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, do Planeamento e Infraestruturas, do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, e do Ambiente, visa capacitar as empresas nacionais, através da transferência de tecnologia e conhecimento científico para a indústria. Para este programa, durante os próximos seis anos, o Executivo liderado por António Costa tem prevista uma dotação de 1.400 milhões de euros, entre fundos europeus e linhas de crédito.

Para o chefe de Governo, o desafio que o país enfrenta actualmente é ser capaz de "gerar inovação", uma vez que, defende, é através da inovação que Portugal pode crescer e ser competitivo.

"Se olharmos para os últimos de 15 anos da economia portuguesa, a média de crescimento foi de 0,2%. Aquilo que nos permite dar o salto em frente, voltarmos a ser competitivos, voltarmos a ter capacidade de internacionalização, crescermos e criarmos emprego é investir em inovação. É, no fundo, a história dos sectores que ao longo destes anos contrariaram esta média de baixo crescimento. O calçado e o agro-alimentar são exemplos de sectores tradicionais que deram a volta porque investiram na inovação. E aquilo que eles fizeram é o que temos de fazer", sustentou.

Mais à frente, durante o seu discurso, António Costa apontou que "se quiseremos romper com os 0,2% que tivemos nos últimos 15 anos temos mesmo de investir naquilo que faz a diferença", referindo-se à inovação. E considerou que "este é um momento decisivo" para isso. 

A ligação entre a formação e a inovação é "fundamental", isto porque "para haver inovação temos de ter qualificação dos recursos humanos mas, ao mesmo tempo, é a inovação que motiva o conhecimento dos recursos humanos". "Se as empresas não tiverem emprego qualificado não inovam, mas se não gerarem emprego qualificado ninguém é incentivado a investir na sua formação", disse o primeiro-ministro. 

A falta de investimento na formação pode levar mesmo que muitos pensem que o seu futuro passa pela saída do país.

Programa Interface quer reforçar trabalho em rede

Este programa lançado esta quinta-feira quer reforçar o trabalho entre o ensino superior, Centros de Interface e as empresas. Essa estratégia tem três pontos. O primeiro passa pela certificação de clusters, que promovem a mobilização dos sectores com o objectivo da partilha de conhecimentos.

O segundo prende-se com um reforço da acção dos chamados Centros de Interface, alargando o seu contributo para os melhorar os processo, a qualidade dos produtos e a inovação das companhias. 

Por último, esta estratégia assenta na promoção da colaboração na investigação aplicada entre instituições de ensino e as empresas.

Em que consiste o programa Interface?

Financiamento 

O programa Interface vai ter um instrumento de financiamento plurianual. No eixo financiamento, há ainda apoios disponíveis para os clusters. E o vale indústria para serviços de apoio à inovação, certificação e melhoria de processos que podem ser usados junto dos centros interface. Os financiamentos passam por clube de fornecedores, apoios à inovação e à internacionalização dos centros.

Recursos humanos

O programa Interface vai apoiar a contratação de quadros qualificados para os centros. Por um lado, prevê-se neste programa apoio à formação e inserção profissional de jovens, a serem formados nos centros interface, mas em colaboração com as empresas, que terão incentivos para os contratarem no final do processo. O objectivo é apoiar 3000 jovens. Mas também se pretende colocar 300 doutorados nos centros para reforçar a capacidade de inovação. Também haverá apoios para doutorandos em ambiente empresarial, com o objectivo de colocar 500. Outro objectivo é ainda incentivar docentes e investigadores a trabalharem em projectos com empresas e centros.

Energia, circular e digitalização

Há um eixo, designado novas áreas, para promover a eficiência energética, a implementação de projectos de eficiência produtiva e digitalização industrial, além da economia circular com impacto ambiental. 

Divulgação científica

No eixo designado redes pretende-se no âmbito deste programa promover encontros e acções de divulgação científica, pretendendo-se criar um site com uma base de dados de investigadores portugueses.

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(Notícia actualizada pela última vez às 18:30)




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mais votado DJ viajante 23.02.2017

Apostar em inovacao num pais de ignorantes e analfabetos. Bom cheira a mais um magalhaes e derivados. Continuamos a querer pensar que somos geniais.

comentários mais recentes
Uma vergonha 23.02.2017

Ferro Rodrigues diz que a sua “imparcialidade é total”. . . . . . . . ha ha ha ha. . . . .

Conselheiro de Trump 23.02.2017

Dizia o homem forte da OCDE quando ca esteve para a fila da frente:"HOJE NAO SE TRABALHA".Desgracadamente repete-se hoje a mesma pergunta.Dizia eu a dias:goza-se nos dias grandes,trabalha-se nos dias pequenos:economia ha luz do candeeiro a petroleo como no tempo da minha avo,aliaz eu tamb vivi isso.

DJ viajante 23.02.2017

Apostar em inovacao num pais de ignorantes e analfabetos. Bom cheira a mais um magalhaes e derivados. Continuamos a querer pensar que somos geniais.

Anónimo 23.02.2017

Que hipócrita a sério até eu quero sair deste país medíocre governado por mentirosos, falta pouco para ser a nova Venezuela.
E os empresários portugueses têm dinheiro ai ai

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