Empresas Consórcio Elos já investiu 150 milhões no TGV Poceirão-Caia

Consórcio Elos já investiu 150 milhões no TGV Poceirão-Caia

Consórcio liderado pela Soares da Costa e pela Brisa vai iniciar obras no terreno ao longo do próximo trimestre "se não houver nada em contrário", disse Pedro Gonçalves
Maria João Babo 04 de abril de 2011 às 13:22
O presidente executivo da Soares da Costa, Pedro Gonçalves, disse hoje na apresentação de resultados anuais do grupo que o consórcio Elos, que lidera em conjunto com a Brisa, terá já investido mais de 150 milhões de euros no troço da alta velocidade entre Poceirão e Caia.

O responsável explicou que neste momento o agrupamento continua a desenvolver a fase de projecto e anteprojecto, assim como os levantamentos topográfico e cadastral e arqueológico, não tendo sido ainda iniciados os trabalhos de execução da obra.

"Se não houver nada em contrário, os trabalhos poderão iniciar-se ao longo do próximo trimestre", afirmou Pedro Gonçalves, que alertou para que não se menospreze "a quantidade de trabalho que já está hoje realizado".

Como afirmou, de acordo com a administração do consórcio Elos, no final de 2010 tinham sido já investidos 100 milhões no projecto, que aguarda ainda visto prévio do Tribunal de Contas.

No final do primeiro trimestre, segundo o responsável, o investimento teria já ultrapassado os 150 milhões.

Caso o projecto não vá frente, Pedro Gonçalves disse que um valor de indemnização, no caso de existir, só poderá ser discutido no momento em que a questão se colocar.

O troço da alta velocidade Poceirão-Caia é um dos projectos que está a ser reavaliado pelo grupo de trabalho das Parcerias Público-Privadas.

Já relativamente a um pedido de compensação ao Estado pelos custos incorridos na preparação da proposta para o concurso Lisboa-Poceirão, que o Governo anulou, Pedro Gonçalves disse que "o assunto está para decisão do conselho de administração do Elos".

Em sua opinião, no entanto, "se existem mecanismos previstos no Código dos Contratos Públicos é normal que sejam utilizados do lado dos concorrentes".




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saraiva14 Há 4 semanas

Quem devia pagar a indemnização devia ser o José Sócrates - fez a encomenda sabendo que não tinha dinheiro para a pagar - e o 'jamais'!

MPombal 04.04.2011

Como disse na entrevista à RTP1, onde vendeu a banha de cobra que quiz, garantiu que tudo está em marcha. Assim é que é| Para o que se quer não falta dinheiro. O interesse das obras? Isso é só para alguns.

olapatife 04.04.2011

A notícia é de que já investiram 150 milhões.
Mas um dos administradores da Brisa, uma das empresas do consórcio, Nogeira Leite, tem-se manifestado contra a concretização do projecto.
Pelos vistos, a máscara caiu agora!
Como é óbvio o projecto não vai para a frente porque não há dinheiro para se realizar o investimento.
O que Nogueira Leite quer sei eu. São estes 150 milhões de indeminazção que dizem agora ter investido.
É um novo Euromilhões.
Uma vergonha, não fazer nada e não ter dinheiro para fazer a obra e em contrapartida levarem 150 milhões de indemização.

amom22 04.04.2011

1200 a 1300 milhões de euros de fundos europeus a entrar no país; criação de 40 mil empregos (com incorporação de 85% de mão de obra nacional); um impacto para o orçamento de Estado, até ao fim do contrato, de 0,04% do PIB à razão de 73 milhões de anos (valor que tem incorporado apenas os custos e não a receita proveniente dos impostos gerados); o saldo custo benefício positivo em 10 mil milhões de euros.
“A aproximação de Portugal ao centro da Europa é fundamental. É pena que numa altura de crise as obras públicas não se discutam no plano que deveriam, ou seja, de custo beneficio e impacto económico, mas apenas ao nível político-ideológico”

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