Empresas "É completamente falso que tenha existido qualquer ligação entre Salgado e Sócrates"

"É completamente falso que tenha existido qualquer ligação entre Salgado e Sócrates"

O advogado de Ricardo Salgado, Francisco Proença de Carvalho, argumenta que não há factos, só "suposições", que ligam o ex-primeiro-ministro e o antigo líder do BES. Na Operação Marquês, Salgado é suspeito de tráfico de influência.
"É completamente falso que tenha existido qualquer ligação entre Salgado e Sócrates"
Bruno Simão
Diogo Cavaleiro 18 de janeiro de 2017 às 20:20

A defesa de Ricardo Salgado não reconhece qualquer ligação com José Sócrates que justifique a constituição de arguido na Operação Marquês, um facto confirmado hoje pela Procuradoria-Geral da República.


"É completamente falso que tenha existido qualquer ligação entre o Dr. Ricardo Salgado e o engenheiro José Sócrates", afirmou Francisco Proença de Carvalho esta quarta-feira, 18 de Janeiro, dia em que o antigo líder do BES foi constituído arguido na Operação Marquês, o 20º neste inquérito.

Salgado é suspeito de prática de "factos susceptíveis de integrarem os crimes de corrupção, abuso de confiança, tráfico de influência, branqueamento e fraude fiscal qualificada". 

 

Segundo o advogado, "não há provas para além de suposições" de qualquer ligação entre os dois nomes. Proença de Carvalho admitiu surpresas nesta decisão judicial ainda que tenha sido ambivalente. 

 

"Do ponto de vista do que está em causa, não nos surpreende estarmos na Operação Marquês", disse o advogado, referindo que havia notícias nesse sentido. "Surpreende bastante, do ponto de vista dos factos e das provas, que o Dr. Ricardo Salgado esteja na Operação Marquês", justificou. 

 

Salvaguardando que o ex-banqueiro "colaborou com a justiça", Proença de Carvalho defendeu que, desde que foi aplicação a medida de resolução ao BES a 3 de Agosto de 2014 – "politicamente motivada", como argumenta – Ricardo Salgado tem sido tratado como "responsável disto tudo".

 

Salgado admite-se surpreendido

 

À saída do interrogatório, e antes de Proença de Carvalho prestar declarações aos jornalistas, Ricardo Salgado assumiu que era uma surpresa estar no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) no âmbito da Operação Marquês – já ali estivera com o Monte Branco e o Universo Espírito Santo, onde é arguido.

 

"Não deixei de ser surpreendido, mas a justiça tem o direito de investigar tudo", disse Salgado aos jornalistas, acrescentando que, como viria o advogado a repetir, "continua a colaborar com a justiça". "Sempre disse isso desde o primeiro dia", concluiu.

Salgado foi constituído arguido e está agora sob várias medidas de coacção, incluindo a proibição de contacto com os restantes arguidos da Operação Marquês, um grupo que inclui José Sócrates. 


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DJ viajante Há 2 semanas

O bando S&S ja deveria estar na prisao ha muito por terem arruinado o pais. Se a chegada da Troika, os 78M milhões, a ruina dos portugueses e o descalabro da banca não são argumentos suficientes então abram as portas das prisões portuguesas e liberem os presos porque são inocentes.

Anónimo 19.01.2017

Este procurador pretende fazer convencer a opinião pública que o BES era o banco do PS como o BPN era o banco do PSD. Se o segundo facto é provado porque altos dirigentes do PSD foram quadros do BPN e continuam quadros do BIC... o BES ser o banco do PS é perfeitamente ridículo... fait divers

Anónimo 18.01.2017

Vale tudo:
Para chegar a Sócrates o que eles vão inventar...para o apanhar. Uma investigação à deriva,
Querem ver que o banqueiro José Sócrates faliu o BES e as suas financeiras...e agora querem pegar o pobre tesoureiro Salgado..?

Juan Panvini 18.01.2017

Quase juro que com esta "nova" investigação, a operação Marques vai ser de novo adiada a sua conclusão, parece que brevemente, em vez de dizermos "obra de Santa Engrácia" para falarmos de algo que nunca mais termina, diremos "Operação Marques"

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