Banca & Finanças Económico Fundos é o novo nome dos fundos do ex-BES Angola

Económico Fundos é o novo nome dos fundos do ex-BES Angola

A sociedade Económico Fundos é responsável em Angola pela gestão de fundos de pensões e de investimento e tem agora como accionista principal (62%) o Banco Económico e a GNB Gestão de Activos (35%).
Económico Fundos é o novo nome dos fundos do ex-BES Angola
Lusa 21 de Novembro de 2016 às 19:14
O Governo angolano autorizou a mudança da denominação social de um fundo de pensões detido pelo antigo Banco Espírito Santo Angola (BESA), controlado agora pelo Banco Económico, conforme despacho do ministro das Finanças angolano.

De acordo com o documento assinado pelo ministro Archer Mangueira (na foto), de 14 de Novembro e ao qual Lusa teve hoje acesso, a denominação social da sociedade gestora de fundos de pensões BESA ACTIF é autorizada a passar para Económico Fundos, validando desta forma a deliberação anterior, em assembleia-geral.

A sociedade Económico Fundos é responsável em Angola pela gestão de fundos de pensões e de investimento e tem agora como accionista principal (62%) o Banco Económico e a GNB Gestão de Activos (35%), uma das maiores sociedades gestoras de fundos de investimento portuguesas, estando o restante capital disperso por pequenos accionistas.

Antes do colapso do BES em Portugal, a BESA ACTIF era detida a 62% pelo BESA, e 35% do capital social pertencia à Espírito Santo Participações Internacionais (ESAF).

Intervencionado a 4 de Agosto de 2014, devido ao crédito malparado em Angola, estimado em mais de três mil milhões de euros, o BESA foi transformado, por decisão dos novos accionistas e conforme exigência do banco central angolano, em Banco Económico, a 29 de Outubro de 2014, avançando também um aumento de capital.

A operação foi então contestada pela administração do BES, mas em Junho de 2015 avançou a fase final, com a introdução da nova imagem corporativa, que passou a ser controlado maioritariamente, em 39,4%, pelo grupo petrolífero estatal Sonangol.

O BES, que tinha o controlo maioritário do banco (55%) desapareceu da estrutura accionista, vendo a participação diluída no aumento de capital, o mesmo acontecendo com a sociedade Portmill, que perdeu a quota de 24%.

Já o Novo Banco, a instituição que ficou a operar com os activos 'bons' do BES, ficou, entre outras mais-valias potenciais, com uma participação de 9,72%, por conversão de 53,2 milhões de euros do anterior empréstimo do BES, no valor de 3,300 mil milhões de euros à data da intervenção estatal.



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