Energia Expansión: EDP entre potenciais alvos de aquisição da italiana Enel

Expansión: EDP entre potenciais alvos de aquisição da italiana Enel

A italiana Enel está a estudar várias energéticas europeias com vista à sua aquisição, incluindo a EDP, avança o Expansión.
Expansión: EDP entre potenciais alvos de aquisição da italiana Enel
Miguel Baltazar
André Cabrita-Mendes 21 de novembro de 2017 às 09:25
A EDP pode estar entre os potenciais alvos da Enel. A eléctrica italiana estará a estudar a companhia portuguesa com vista à sua aquisição, conforme avança o Expansión esta terça-feira, 21 de Novembro.

Além da EDP, a eléctrica transalpina também estará a analisar a compra da eléctricas alemãs Innogy e RWE. Para realizar as compras, a Enel poderá usar as empresas que detém em Espanha: Enel Iberia e a Endesa.

Segundo o jornal espanhol, a Enel contratou três bancos para procurarem potenciais alvos para aquisição: o Deutsche Bank, Credit Suisse e o JP Morgan.

A Enel também está presente em Portugal através da Endesa Portugal, que produz electricidade e também comercializa electricidade e gás natural.

No entanto, a Enel faz questão de separar as águas e disse ao Expansión que uma coisa é olhar para oportunidades identificadas pelos intermediários financeiros e outra coisa é estar interessado nessas mesmas oportunidades.

Analisando o eventual interesse da Enel noutras eléctricas, o Haitong sublinha que tem havido várias notícias sobre aquisições e fusões no sector eléctrico europeu, mas que "efectivamente pouco aconteceu até agora" neste sector.

Para a EDP, o "possível interesse de grandes empresas europeias não é novo, dado o seu tamanho (market cap de 10.700 milhões de euros) tornando-a num bom alvo para as grandes empresas europeias, com a Enel a ser uma delas, sendo naturalmente positivo para a acção", começam por destacar os analistas do Haitong.

"Dito isto, temos algumas dúvidas sobre a EDP encaixa no portefólio da Enel, portanto não consideramos que esteja no topo da lista dos possíveis interessados na EDP", argumenta o Haitong.

A EDP encontra-se a cair 1,92% para 2,866 euros na bolsa de Lisboa na sessão desta terça-feira. A cotada já esteve a descer 3,15% e atingiu mínimos de quatro meses. 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. 



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mais votado Anónimo Há 3 semanas

O excedentarismo acarreta custos enormes para a economia, os consumidores, os inovadores, os contribuintes, os accionistas, os investidores... Em jurisdições e culturas de gestão onde o despedimento de excedentários é tema tabu, a dependência, o atraso, a injustiça e o empobrecimento proliferam. Assim foi, e ainda é maioritariamente, Portugal. "...the decision is in Duke Energy's effort to stay lean and efficient for its customers." www.wfmynews2.com/news/duke-energy-to-cut-900-jobs-to-lower-costs-for-customers/69744244

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

O Presidente dos afectos que não se ponha a pau. Mexia está a destruir a EDP há anos. A imprensa está refém das viagens e mordomias dadas pelo Paulinho e a Fundação. Os analistas é que já descobriram a careca. EDP não geral cash flow e não consegue reduzir dívida. Vejam a Altice...

DIVIDA MAIS DE 16.000 MILHÕES Há 3 semanas

Alguém esta interessado numa Empresa que esta cheia de calotes, (mais de 16.000milhões de euro) ainda á pouca lançou obrigações no valor de 500 milhões, já negociou um empréstimo de 3.300 milhões, a EDP não tem ponta por onde se lhe pegue, para os dividendos de 2018 ,mais um emprestimo

Anónimo Há 3 semanas

A dívida de €15 mil milhões, Mexia arguido por causa das tramóias das rendas e patrocínios e taxas de juros a subir afugenta qualquer um. Mexia delapidou a EDP e abusou. Paulo Campos Costa vai beber do veneno quando saírem porque a imprensa que comprou não tem lealdades.

Anónimo Há 3 semanas

vergonhoso e o estado nao gerir bem a coisa publica. ridiculo e empresas com dividas monstruosas "comprarem" empresas de valor. sao activos que vao ser alavancas para baixar passivos e criar valor em escala e dar mais uns tostoes a mais uns gabirus. uma vergonha!

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