Empresas Fusões e aquisições em Portugal com crescimento de 40% no arranque do ano

Fusões e aquisições em Portugal com crescimento de 40% no arranque do ano

Enquanto o valor envolvido cresceu 40,72%, o número de operações aumentou 12% para um total de 28.
Fusões e aquisições em Portugal com crescimento de 40% no arranque do ano
Rita Faria 09 de fevereiro de 2018 às 11:50

Os anúncios de compra e venda de participações envolvendo empresas portuguesas movimentaram 450 milhões de euros em Janeiro, o que representa um crescimento de 40,72% face ao mesmo mês do ano passado.

No total, foram 28 operações, mais 12% do que no período homólogo, revela o relatório mensal de M&A da Transactional Track Record. Este foi o melhor mês de Janeiro de 2016.

Tal como acontece desde 2015, o sector imobiliário foi o de maior movimentação, com seis transacções, seguido pelo da tecnologia, com três. Já o sector do vidro, cerâmica, papel e plástico, bem como o da internet registaram duas operações cada.

Nos investimentos de capital de risco, destaque para os investimentos de venture capital, que iniciaram 2018 em alta.

Foram três operações registadas pelo TTR, cujos valores somaram 31,63 milhões de euros, um crescimento de 55% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Os fundos de venture capital tiveram como alvos prevalentes o segmento de Internet, com destaque para a start-up portuguesa Unbabel.

Em Janeiro, houve 14 operações "inbound", em que empresas portuguesas foram adquiridas por companhias estrangeiras.  De acordo com o relatório, "Espanha iniciou o ano mantendo o apetite que demonstrou em 2017 por companhias portuguesa". Isto porque, só no primeiro mês de  2018, já foram contabilizadas três transacções que totalizaram 105 milhões de euros investidos no país. Desse total, 86 milhões são provenientes da aquisição pela espanhola ORES Socimi de activos comerciais imobiliários, incluindo supermercados e lojas.

Em volume, porém, Espanha foi ultrapassada por França. As aquisições francesas atingiram 230 milhões, valor referente à aquisição do centro comercial Dolce Vida Tejo, o segundo maior centro comercial do país, pelo grupo francês Axa Investment Managers – Real Assets.




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.