Energia Galp deve triplicar produção de gás com investimento em Moçambique

Galp deve triplicar produção de gás com investimento em Moçambique

A entrada em funcionamento da plataforma flutuante em Coral, bacia Rovuma, levará a produção de gás potencial da energética portuguesa a triplicar a partir de 2020, prevê um analista da Bloomberg.
Galp deve triplicar produção de gás com investimento em Moçambique
Paulo Zacarias Gomes 10 de novembro de 2017 às 07:52
A entrada em produção do projecto de gás natural no campo Coral, em Moçambique, deverá permitir à Galp triplicar a sua capacidade de produção desta matéria-prima depois de 2020. As contas são da Bloomberg, numa análise divulgada esta sexta-feira, 10 de Novembro, ao projecto do consórcio liderado pela italiana Eni.

Em causa está a capacidade de produção da plataforma flutuante que será instalada na concessão, e que ascende a 48,7 milhões de pés cúbicos por dia (3,3 milhões de toneladas por ano) e que contrasta com a actual capacidade da Galp para esta matéria-prima: 16 milhões de pés-cúbicos de gás natural liquefeito(LNG).

Na nota para a Bloomberg, o analista de energia Salih Yilmaz, acrescenta que o projecto (que junta Eni - 70% - além da coreana KOGAS, da local Empresa Nacional de Hidrocarbonetos e da Galp – com a portuguesa a deter uma participação de 10%), poderá beneficiar de uma redução de custos se utilizar o mesmo conceito de exploração com que a Galp opera ao largo da costa brasileira, no projecto de pré-sal.

A decisão final de investir em Moçambique, na bacia Rovuma, foi tomada em Junho passado, tratando-se de um investimento total de 6,2 mil milhões de euros, prevendo-se que comece a produzir gás natural liquefeito a partir de 2022.

O financiamento inicial do projecto (4,4 mil milhões de euros) foi obtido através de um sindicato de agências de crédito à exportação e instituições financeiras internacionais. O Governo de Moçambique deverá ganhar 16 mil milhões de dólares durante os 25 anos de exploração do projecto de gás natural Coral Sul.

O navio-plataforma que será instalado no local vai retirar o gás do fundo do mar e convertê-lo em estado líquido, de forma a poder ser exportado. A capacidade de processamento desta plataforma equivale ao consumo anual de gás natural em Portugal.

As acções da Galp terminaram a sessão desta quinta-feira a valorizarem 2,12% para 16,345 euros.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.



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