Empresas Gestor que esteve 20 anos na Sonae vai para a presidência do IAPMEI

Gestor que esteve 20 anos na Sonae vai para a presidência do IAPMEI

Jorge Marques dos Santos, actualmente presidente do Instituto Português de Qualidade, é apontado à presidência do IAPMEI que está sem presidente desde que Miguel Cruz foi para a Parpública.
Gestor que esteve 20 anos na Sonae vai para a presidência do IAPMEI
Paulo Duarte
Alexandra Machado 18 de março de 2017 às 11:20
Jorge Marques dos Santos deverá assumir a presidência do IAPMEI, apurou o Negócios. Marques dos Santos irá assim ocupar um lugar deixado vago por Miguel Cruz, que passou para a Parpública, depois de ter entrado em 2014 para o IAPMEI, após concurso para cargo dirigente.

Desde então, o IAPMEI tem estado a funcionar com apenas dois membros: Miguel Sá Pinto e Ana Maria Garcia Rodrigues, que chegaram a vogais do IAPMEI ainda no anterior Governo de Pedro Passos Coelho. 

Contactado pelo Negócios, o Ministério da Economia não  respondeu sobre se o procedimento na Cresap (Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública) já estava terminado nem sobre o momento de nomeação. "Não temos qualquer comentário a fazer", respondeu apenas o gabinete de imprensa do Ministério.

O IAPMEI vai assim ter um presidente que passou a maior parte da sua carreira no sector privado, nomeadamente na Sonae. Entrou para o grupo de Belmiro de Azevedo em 1987 e aí permaneceu quase 20 anos. Na Sonae passou por várias áreas, nomeadamente turismo, indústria, e distribuição. Chegou a ser administrador da Modelo Continente. Mas desde 2004 presidia, no entanto, ao Instituto Português de Qualidade (IPQ), de nomeação também ministerial.

Marques dos Santos, nascido na Guiné-Bissau, passou a maior parte da sua vida no Porto. Há também praticamente duas décadas que não havia um presidente do IAPMEI do Porto, onde Instituto está sediado e onde permanecerá, apurou o Negócios.

O mandato é de cinco anos, renovável por igual período. Os membros do conselho directivo  do IAPMEI são equiparados, para efeitos remuneratórios, a gestores públicos. 


(Notícia corrigida na localização da sede do Instituto)




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comentários mais recentes
pertinaz 18.03.2017

presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou este sábado que o encerramento de balcões da Caixa Geral de Depósitos (CGD) é de um "cinismo atroz" por parte dos socialistas, comunistas e bloquistas.

"No meu tempo, ele [banco] era público e essas agências existiam, porque é que agora têm de encerrar, agora que o banco tem de ser defendido como um banco público apoiado por comunistas, bloquistas e socialistas. Isto é de um cinismo atroz", disse, durante um almoço das mulheres sociais-democratas do distrito do Porto, realizado em Ermesinde.

Passos Coelho lembrou que o presidente da CGD veio dizer que, por causa do plano de restruturação, que não há "nenhuma razão" para que a Caixa tenha balcões em partes do território nacional onde os outros bancos não têm, questionando se o facto de a Caixa ser pública não pressupõe "até certo ponto" um nível de serviço público.

"Se a ideia é que não vale a pena estar onde os outros também não estão, como é que eles sustentam a ideia de que o banco deva ser público. Há de ser público porquê?", questionou.

O social-democrata entendeu que se o Estado Português quer ter um banco público não pode deixar de observar as regras da concorrência, mas daí a dizer que tem de funcionar como um banco privado "desautoriza" quem entende que ele deva ser público.

"A segunda coisa é como é que é possível que para manter o banco público haja uma emissão de obrigações perpétuas, ou seja, os privados vão comprar obrigações, que é como quem diz vão emprestar dinheiro à Caixa para sempre (...) se isto não é começar uma privatização da Caixa, o que seria", sustentou.

Pedro Passos Coelho ressalvou que "há qualquer coisa de errado neste processo de privatização" porque aqueles que vão emprestar dinheiro à Caixa vão receber um juro superior, um retorno maior do que aquele que o Estado Português lá vai meter.

"Como é que os bloquistas, socialistas e comunistas justificam que a caixa esteja a pagar mais dinheiro aos capitalistas pelo dinheiro que recebe emprestado do que ao Estado que põem lá dinheiro dos contribuintes", frisou.

Desta forma, o líder do PSD entendeu que "caiu a máscara da ilusão" porque aquilo que se diz não é aquilo que se faz, sublinhando que o Governo tem prestado um "mau serviço" a Portugal.

Conselheiro de Trump 18.03.2017

Somos mesmo um pais de milagres.O pais pousa em 3 pilares apenas:citrinos,azeitona e rolhas e consegue aguentar tanto gameleiro sem ruir,IMPRESSIONANTE.

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