Agricultura e Pescas Há mais árvores que dão cortiça mas só o sobreiro dá rolhas

Há mais árvores que dão cortiça mas só o sobreiro dá rolhas

O sobreiro (Quercus suber) não é a única espécie de árvore que dá cortiça mas só a cortiça do sobreiro permite fazer rolhas para engarrafar vinho, segundo um estudo divulgado esta quinta-feira.
Há mais árvores que dão cortiça mas só o sobreiro dá rolhas
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Lusa 19 de janeiro de 2017 às 20:50

O trabalho das investigadoras Carla Leite e Helena Pereira, do Centro de Estudos Florestais do Instituto Superior de Agronomia (ISA), publicado na revista "Frontiers in Materials", é "a primeira compilação estruturada com informação científica disponível sobre espécies que produzem quantidades significativas de cortiça", segundo um comunicado do ISA.

 

O estudo conclui que existem outras espécies que produzem cortiça além do sobreiro mas a matéria-prima não pode ser usada para rolhas, embora possa ser utilizada para outros produtos em cortiça.

 

"A existência de fontes adicionais poderá ser muito relevante para a indústria, uma vez que a área de distribuição do sobreiro se restringe sobretudo à Bacia do Mediterrâneo e, consequentemente, o fornecimento mundial de cortiça é limitado", afirma-se no comunicado.

 

O artigo mostra quais as espécies com maior potencial corticeiro e dá informações sobre essas espécies, como a estrutura, a composição química ou o potencial na área da biotecnologia.

 

E abrange espécies corticeiras como o carvalho da Turquia (Quercus cerris) ou o sobreiro da China (Quercus variabilis), espécies do cerrado do Brasil e outras.

 

A cortiça chinesa entrou recentemente no mercado, em forma triturada, e segundo o trabalho das investigadoras do ISA está a despertar muito interesse, até pelo potencial de quantidade.

 

Em termos gerais, diz-se também no documento, os componentes químicos da cortiça estão a "receber muita atenção", com a pesquisa a incidir em campos como a biomédica ou a saúde.

 

A cortiça tem sido alvo de investigação no Centro de Estudos Florestais ao longo dos últimos 30 anos e é no centro que se tem desenvolvido grande parte do conhecimento científico mundial sobre esta temática, diz-se no comunicado.




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